sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Superficialidade Técnica
Usando a fotografia como parâmetro, li o ótimo texto do Ivan de Almeida, em seu blog Fotografia em Palavras, ele fala sobre o conceito da fotografia bela ou tecnicamente correta, e concordo inteiramente com a concepção da qual ele faz referência: onde simplesmente responder a questão de que a imagem é bonita não quer dizer efetivamente que ela seja ou não bela, ou mais além, não quer dizer que ela tenha algo em sua essência que seja importante.
O que deve fica claro, pelo menos para mim, no texto do nobre Ivan e nessa discussão, é que falta identidade para cada imagem produzida. Como quando me trouxeram uma revista Clix e no mesmo momento em que bati o olho, identifiquei e disse: foi o Clício Barroso que fez a capa. É esse tipo de assinatura que vejo em alguns profissionais e que falta na maioria, ou é muito complicado de reconhecer quando o retrato era de Arnold Newman? Ou quando a fotografia é de Cartier Bresson?
A discussão de beleza deve ser absolutamente colocada de lado, isso na verdade pouco importa, afinal nem sempre concordaremos sobre algo tão singular e nem vai adiantar tentar provar para mim que o seu bonito deve ser o meu bonito.
Usando ainda a fotografia como referência, entre milhares de imagens que somos submetidos todos os dias, poucas têm o formato despadronizado (exemplos de padrão na fotografia: regra do terço, padrões de iluminação, padrões de configuração de câmera e até mesmo padrões de utilização de softwares para edição de imagem, que tornam todas as fotos com o mesmo formato básico). Dentre as despadronizadas temos as que foram feitas sem o mínimo de conhecimento técnico e temos aquela que tiveram um porquê na sua elaboração e consequentemente em sua feitura.
Lendo Luz, Câmera e Ação de Edgar Moura, fica claro o motivo do problema "padrão". Lá ele menciona: "Você quer saber onde, como e quando (iluminar), e eu acho que, para se chegar lá, é preciso passar por Deus, pela lua e pelos homens. O único jeito de saber como é saber porquê...", trocando em miúdos: os novos alunos e estudiosos visam a técnica e pouco intelecto. O Twitter é um grande reflexo disso, bastam 140 caracteres para chegarmos a uma conclusão, ou passar uma idéia. Isso não quer dizer que o microblog seja uma péssima idéia, mas pode te limitar e principalmente te condicionar a uma vida de coisas breves e superficiais.
Estes dias li que não estamos mais na era da criatividade, estamos na era da relevância. Isso coloca TUDO no balde do politicamente correto e do tecnicamente perfeito. Aí você se pergunta, e daí? E eu te respondo: formando milhares ou milhões de técnicos temos apenas alguém para realizar uma determinada função, o que tem muita relevância, afinal de contas as funções têm que ser executadas. Agora vamos expandir. Seja você um fotógrafo, pintor, artista plástico, médico, engenheiro, culinarista ou qualquer que seja a profissão, se você quer realizar algo com suas características, com sua identidade, se você quer que algo feito por você seja realmente importante é necessário que se tenha, no mínimo, referências. Veja, não se trata de copiar, mas de absorver e entender como chegar até a um determinado resultado. Sabendo isso, conciliado a uma boa preparação técnica, teremos algo diferenciado.
O problema dessa história toda, e que gerou este post, é exatamente o quão superficial tem se tornado a educação e como estamos ficando condicionados a entender superficialmente de tudo. Outro dia, vi o Ed Motta falando sobre como ele é apaixonado por vinhos, por discos, por queijos... e como ele entende profundamente sobre cada assunto e ele disse: "hoje em dia parece que as pessoas vieram ao mundo a passeio".
Ele tem razão. Hoje, formam-se pessoas que durante toda uma vida serão meros apertadores de botão, e que passarão pela vida sem saber o motivo do botão estar ali.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
This is it
Em This is it, MJ não traz nenhuma coreografia inédita. Mas continua impressionando com seus movimentos característicos e ainda executados com perfeição. A voz impecável não desliza em uma nota sequer. No entanto, a todo momento, o cantor faz questão de deixar claro que aquilo é apenas um ensaio e que ele não está usando todo seu potencial. O que nos deixa ainda com mais saudades do show que não vimos e jamais veremos.
Se MJ aguentaria firme realizar as 50 apresentações de This is it, ninguém seria capaz de saber - talvez nem ele mesmo. Mas se faltou tempo para que ele mostrasse ao público o que seria sua despedida, os dançarinos, escolhidos a dedo pelo cantor, representaram seus milhares de fãs durante os ensaios de músicas calmas, como I Just Can't Stop Loving You, I'll Be There e Human Nature. Na pista, que provavelmente estaria lotada em todos os 50 shows da turnê, eles viram o Rei do Pop cantar e dançar e vibraram como se fossem um dos tantos fãs que assistiriam àquelas cenas ao vivo e a cores.
Quase todas as músicas que fariam parte do setlist dos show contavam com efeitos especiais: desde curtas-metragens até elevadores. Mas nem tudo era só passos de dança, músicas e momentos de descontração. Por várias vezes, MJ era muito mais do que apenas a estrela do espetáculo e se mostrava totalmente envolvido com o projeto. O cantor cuidava, literalmente, de cada nota de suas músicas, de cada movimento de seus dançarinos e de cada detalhe da apresentação.
This is it é um caça-níquel? Pode ser. Mas fato é que o documentário não deixa dúvidas de que a turnê seria um espetáculo e tanto, digno de ser chamado de "O adeus do Rei do Pop". Uma demonstração daquilo que ele fazia com mais amor, dedicação e prazer. Um verdadeiro presente de Michael para seus fãs.
E para quem, assim como eu, não se conformava que o MJ dos dias de hoje foi o menino encantador do Jackson 5 e o jovem cheio de energia de Thriller, This is it serve para nos convencer que, apesar de tudo, Michael Jackson jamais deixou de ser Michael Jackson. O eterno Rei do Pop.
PS1: Acho importante registrar que eu não sou fã louca do Michael Jackson.
PS2: Também acho importante dizer que ainda dá tempo de assistir This is it e que vai valer a pena.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Followers for Nothing and Chicks for Free
É fato que quando junta-se muito, mas muito brasileiro, sempre acontece o efeito muvuca! No Twitter não ia ser diferente. Segundo o IBOPE, em Maio deste ano 3,7 milhões de pessoas utilizaram o serviço de microblogs. Bastante gente, não é? Quem usa o site sabe que em alguns bons casos é possível ter contato com pessoas de fama, ou pseudo-fama, e isso gera um verdadeiro fuzuê (eu sei, esse termo é velho demais). A possibilidade de ganhar notoriedade por causa do número de seguidores é levada a sério, e muita gente disputa follow a follow como numa corrida de cavalos.
Mas isso não é de agora, quando o Orkut virou moda, a idéia era ter a maior quantidade de amigos possíveis. E a frase que ganhou o Brasil foi: "Me add!". Pra quem não sabe (e isso vale pra muito imbecil que falava essa frase e não tinha idéia do que significava) Add é um verbo do Inglês, que significa Adicionar.
Quando uma rede social passa do mundo virtual para o mundo real é porque o efeito muvuca está próximo. Enquanto as pessoas não reparam que o mesmo acesso que elas têm, você também tem, esse tipo de situação não acontece:
Vamos lá, imagine, um homem e uma mulher numa balada, ou num bar. Eles não se conhecem. Ele pede um chopp (não é Chopp Sol #piadadotwitter), ela pede um Sex on The Beach. Trocam olhares. Ele resolve investir e puxa assunto. Depois de muito papo furado ele faz a maldita pergunta: Você-tem-Orkut? PRONTO! Ela diz que sim. Ele sai correndo do bar e quando chega em casa a primeira coisa que faz, antes mesmo de trancar a porta, é "Add" a pretendente.
Esse é o primeiro passo para o efeito muvuca. Explico. Este fenômeno acontece quando um serviço, que tem a intenção de comunicação e aproximação de pessoas, deixa essa função para se tornar Status. E se esse Status se torna relevante para um determinado grupo de pessoas = BUMMMM! Efeito Muvuca!
Hoje as pessoas estão se digladeando por seguidores. Imagino como as pessoas fariam para ir na feira colocando esse Status como moeda.
- Oi, me vê uma dúzia de batatas.
- Prontinho, dona!
- Quanto é?
- 12 followers e 2 Britneys Fuckeds
Pensando nisso resolvi fazer uma imersão, levei minha pesquisa a fundo. Pensei em um método, que de alguma forma é o mais absurdo para chegar a um número x de seguidores e criei um fake! O Senor, digo, Senhor Silvio Santos (@silvio__santos) ganhou mais um fake que teve vida curta, apenas 3 horas e 50 minutos e que alcançou seu objetivo, chegar aos 300 followers. Podia ter chegado mais rápido se tivesse me empenhado, mas resolvi deixar o barco correr. A verdade é que TODOS sabiam que se tratava de algo falso, e que eu não era na verdade o verdadeiro Homem do Baú, mas mesmo assim, me ter por perto seria algo interessante, pois se um dia eu ficasse famoso, ou pseudo-famoso, eu poderia levar comigo as pessoas que me seguissem.
E a resposta está no Efeito Muvuca. Status. Nada mais que Status.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Esperando Holmes
Esta nova adaptação é baseada em uma história em quadrinhos ainda inédita de Lionel Wingram, e, além de ser dirigida por um diretor muito promissor, terá atores consagrados nos papéis principais, tais como Robert Downey Junior (Sherlock Holmes) e Jude Law (Watson), com a expectativa de grande sucesso uma vez que já se cogita uma continuação aonde o seu grande inimigo, Moriaty, será interpretado por nada mais, nada menos do que o ator mais badalado do momento, ele mesmo, Brad Pitty.
Todo este frison é muito merecido, pois trata-se de um personagem praticamente mitológico, que se encontra em um grupo seleto de outros personagens literários que transcenderam ao teatro, cinema, quadrinhos e televisão com um enorme sucesso mundialmente. Nesse grupo pode-se destacar, Os Três Mosqueteiros de Dumas, Drácula de Bran Stroker, O Concurda de Notre Dame de Vitor Hugo, Tarzan de Edgar Rice Burroughs, A Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne, e, porque não, Frankstein de Mary Sherley. Obras estas que, salvo uma ou outra adaptação, permeiam o mundo pop com enorme sucesso.
Nunca é demais lembrar, principalmente para os novatos de internet, que Sherlock Holmes é um personagem literário criado por sir Arthur Conan Doyle em 1887, na obra Um Estudo em Vermelho, mas o seu livro mais célebre, para muitos críticos, é o Cão de Baskervilles de 1902, que já teve inúmeras adaptações tanto para o teatro quanto para o cinema e televisão.
Holmes influenciou uma série de outros personagens, como o Hercule Poirot de Agatha Cristhie, Gregory House, da série House M.D., e até mesmo o Batman, e, por outro lado, muitos acham que o personagem derivou-se de outro criado pelo, maior escritor de todos os tempos, ou seja, será que sir Arthur não deu uma olhadinha na obra O Crime da Rua Morgue, de Edgar Alan Poe? Os personagens são muito parecidos, mas vamos deixar essa discussão para outra ocasião.
Também são diversas suas adaptações para o cinema, como o Cão de Baskervilles (1959), dirigida por Terence Fischer, com Peter Cushing como Sherlock Holmes e André Morell como Watson e sir Henry, o herdeiro dos Baskervilles, interpretado por Christopher Lee; Sherlock Holmes em Nova York (1976), com Roger Moore (Sherlock Holmes) e o lendário Jonh Huston (como o arqui-inimigo professor Moriarty); Assassinato por Decreto (1979) aonde Holmes enfrenta o próprio Jack, o Estripador, com Crhisthopher Plummer (Sherlock Holmes) e James Mason (Dr. Watson); O Enigma da Pirâmide(1985), aonde até Steven Spielberg dá sua contribuição ao personagem, entre muitos outros. Não vou falar do Xango de Barker Street, obra de Jô Soares também adaptada ao cinema que, apesar de engraçada, acaba com o personagem.
Várias são as curiosidades que envolvem o personagem, e difundias por seus fãs, como seu domínio na esgrima, seu gosto pelo boxe, sua lendária mania de tocar violino, seu cachimbo, e suas frase, tais como a famosíssima, “Elementar, meu caro Watson”, que foi muito difundida em suas adaptações televisivas e teatrais, mas que aparece em sua obra apenas uma vez, justamente em sua primeira aparição, em Um Estudo em Vermelho, mas isso já deu muito pano para a manga, demonstrando a enorme popularidade do personagem e justifica o porque de não ter sumido no limbo cultural do final do século XX e início do século XXI, muito pelo contrário, é uma bem vida ressurreição, esperando-se que seja vindoura.
Se realmente existisse, Holmes, muito provavelmente diria: “Elementar, meu caro Carlos, o que é feito com competência se torna imortal, jamais se acaba”.
Portanto, corra ao cinema a partir de 24 de dezembro, nas melhores telas, elementar não?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana!
O mercado musical na web européia
Apesar da importância das redes sociais já ser uma realidade, há quem tenha ressalvas sobre a comercialização online. Nesta via, entra o comércio de música digital, em que produtores dizem não ser uma boa idéia, mas que os investidores pesam a mão no investimento. Não é de hoje que as ações na web são o gancho que mais repercutem em todos os tipos de mídia. É só fazer uma rápida no Google e em qualquer site especializado - ou não - para descobrir que trabalhar uma marca na internê é garantia de sucesso - é claaaro, se bem elaborada a ação for. #mestreyodafeelings
Pois, falando em sucesso, o Deezer, site francês feito para ouvir músicas, anunciou recentemente que levantou 6,5 milhões de euros, sendo que os principais investidores foram os fundos de investimento AGF Private Equity e CM-CIC Capital Privé - uma filial do banco Crédit Mutuel. Este financiamento elevou para 12,2 milhões de euros os fundos da Deezer, desde a sua criação, em Agosto de 2007. "Estamos prontos, agora, para continuar o nosso desenvolvimento nos modelos Premium e territórios europeus", dizem Jonathan e Daniel Benassaya Marhely, fundadores do Deezer, ao jornal francês Le Monde.
O site permite ouvir muitas músicas via streaming gratuitamente, graças a acordos com a maioria das grandes gravadoras. Uma parte das receitas publicitárias recolhidas pela empresa são pagas aos beneficiários. E apesar de receber apoio do meio financeiro e até de Christine Albanel, ministra da Cultura, o site é criticado por alguns artistas, que acreditam que este montante reembolsado é muito baixo. Em agosto do ano passado, a Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música (SACEM) afirmou que os royalties eram insuficientes para compensar o trabalho dos seus associados.
Hoje, o Deezer tem mais de dez milhões de usuários na Europa, sendo seis milhões apenas na França, além de estar em primeiro lugar nos ranking de sites de música, no velho continente. Porém, a verdade verdadeira é que, apesar deste sucesso, o site depende essencialmente do dinheiro gerado pela publicidade. E para mudar um pouco essa dependência financeira, a companhia planeja lançar uma versão Premium para Iphone. Só a versão gratuita e mais básica dessa aplicação já foi baixada por mais de 1 milhão de usuários. E, embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente, o preço da versão Premium será em torno de 10 euros.
Para os fundadores do Deezer, a razão da confiança de que esta versão gere um belo e pomposo retorno financeiro é que, segundo eles, o site é o principal parceiro afiliado do iTunes na França - e o sétimo na Europa. Ah, e eu com isso? E daí, meu querido, que isso quer dizer que este é o serviço de streaming que gera mais receitas em termos de links para adquirir downloads na famosa loja de música online da Apple.
Estes dados provam que o streaming pode levar os fãs de música a gastarem mais dinheiro com downloads e CDs. Resta saber se esta grana arrecadada é o suficiente para lavar o bumbum com nota de cem euros fazer brilhar os olhos das gravadoras e da Apple. Mas, para saber disso, só fazendo um comtato com os senhores Jonathan e Daniel..
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O florescer da maldade
Quantos filmes suecos você conhece? De quantos filmes suecos você já ouviu falar? Se a sua resposta é nenhum, que tal começar por uma obra que teve ótima repercussão e foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 2004?
Trata-se de Evil, traduzido para o português como Raízes do Mal, e neste caso o título, realmente, faz jus ao enredo, já que o filme retrata aquilo que têm o poder de formar o caráter de uma pessoa, neste caso negativamente. A minha discussão aqui levanta o seguinte: Será que algo que aconteceu durante a sua formação pode mudar a sua forma de agir para o resto da vida? Pois bem, vamos aos fatos:
Você pode imaginar o que é ser humilhado, torturado e injustiçado, mas Erik, de 16 anos, viveu na própria pele tudo isso. Sua mãe, amedrontada, não adotou uma postura firme ao ver seu filho ser castigado pelo atual marido, o que era uma atitude comum na década de 50. Desde então, de alguma forma isso passou a agir na formação do rapaz, tornando Erik um rapaz violento, refletindo, como um espelho, as agressões que sofreu. A expulsão da escola onde estudava, fez com que ele fosse transferido para um colégio de renome, Stjärnberg. Porém, durante o filme, fica claro que a aristocracia da instituição, com seus alunos de origem mais nobre, tem o poder nas mãos e o usa a seu bel-prazer para garantir um falso sentimento de ordem.
Erik é aplicado, realmente um bom aluno, principalmente quando o assunto é natação, esporte que domina com facilidade. Porém, seu currículo mostra que bom comportamento não é o forte e, se antes não costumava baixar a cabeça para certas imposições, na escola isso não seria diferente. O importante é que ele encontra por lá um amigo – Pierre - e um amor – Maria - fatores que não eram comuns na vida do garoto. Diante de tantos influentes, Erik é colocado à prova a cada instante, mesmo tendo como objetivo a mudança dos rumos de sua história, porém tudo parece seguir para o mesmo ciclo vicioso e violento na qual fora inserido.
O filme traz um roteiro muito bem adaptado do best-seller Evil, de Jan Guillou, que, pasme! – trata-se de uma história autobiográfica. A ótima atuação por parte de Andreas Wilson (Erik) conduz de forma exemplar o ritmo do filme. E por falar em ritmo, a trilha sonora é muito bem balanceada, em um determinado momento me lembrou Os Intocáveis (Untouchables, The, 1987 – Brian De Palma). A fotografia é cuidadosamente bem executada, com um elegante ar cinquentista. A película, como um todo, é muito bem produzida e dirigida e foi indicada com louvor ao prêmio da estatueta dourada.
Agora, se você ficou curioso e quer saber mais sobre a influência das condutas alheias em nossa personalidade, além de conhecer a história de Erik, eis aqui uma boa oportunidade para mudar as respostas negativas às perguntas do início deste texto.
Título original: Ondskan
Direção: Mikael Håfström
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Lost in Translation
A resposta é, com certeza, um NÃO bem grande. Só para começar, desde quando The Time Traveller's Wife deveria ter virado o brega Te Amarei Para Sempre? E por que The Hangover foi traduzido como Se beber, não case? Os responsáveis pelas traduções dos títulos de Violência Gratuita (Funny Games), Sleepless in Seattle (Sintonia do Amor), Knight Moves (Face a Face Com o Inimigo) e Possuídos (Bug) também não foram exatamente felizes em suas versões. E o mais curioso e engraçado é o Fear.com que, em português, ganhou até o br na frente e ficou Medo.com.br. Será que na Inglaterra virou Fear.co.uk?
Para complicar ainda mais a vida dos tradutores de títulos de filmes, existem também os nomes que não são tão bons a ponto de não ganhar tradução e nem tão ruins para serem totalmente descartados. Match Point - Ponto Final ficaria vazio se fosse apenas Ponto Final, assim como Perto Demais não seria tão legal quanto Closer - Perto Demais. Scoop - O Grande Furo ficaria até engraçado - e com duplo sentido - se fosse só O Grande Furo. O Amor em Vermelho não seria tão charmoso quanto Moulin Rouge - O Amor em Vermelho. E A Grande Virada talvez não fosse tão atrativo se não tivesse o Jerry Maguire na frente.
Traduzido ou não, fato é que título bom é aquele que, mesmo antes de ler a sinopse ou ver quem são os atores/diretor, nós temos vontade de ver. E aí é que entra o bom senso e a criatividade de quem dá aos longas os novos nomes, que ficarão para sempre registrados. E, sejamos justos, existem mais exemplos de boas traduções do que de ruins. Vamos começar por Curtindo a Vida Adoidado. Quer título melhor para esse filme? Se fosse traduzido literalmente, viraria algo do tipo Dia de Folga. Suuuuuuper atrativo. E O Poderoso Chefão (The Godfather)? Só de ler o título você já imagina do que se trata. E, com certeza um sujeito que assiste O Poderoso Chefão não se sente atraído por O Padrinho - nome que a clássica franquia ganharia caso fosse literalmente traduzida.
E se As Panteras fosse Os Anjos de Charlie (Charlie's Angels)? Com esse título, jamais daria pra acreditar que o longa se trata de três mulheres poderosas, que lutam, batem e apanham sem perder a pose. E Mandíbulas, você assistiria? Pois é. Esse seria o nome de Tubarão, se ganhasse o título literal. Johnny e June seria Ande na Linha (Walk the Line) e iria parecer mais um filme sobre lições de moral do que a história de amor entre os cantores Johnny Cash e June Carter. Clube dos Cinco seria Clube do Café da Manhã (The Breakfast Club), assim como o criativo e divertido Loucademia de Polícia ganharia o título sem graça de Academia de Polícia (Police Academy).
I Am Sam ganhou um nome um tanto clichê: Uma Lição de Amor. Ainda assim, o título em português é mais atrativo que Eu sou o Sam. Você é o Sam e eu sou a Nádia. Tá, e daí...? Outra boa tradução é Gênio Indomável. Além de descrever muito bem o personagem de Matt Damon, o título é mil vezes mais atrativo do que Bom Will Hunting (Good Will Hunting). Poderíamos escrever mais 78929208 mil carácteres sobre títulos bem ou mal traduzidos. No entanto, agora o Comtatos quer saber: você lembrou de alguma tradução boa ou ruim? Deixe aí nos comentários!
Colaboraram: Diego Benevides, Fábio Camargo, Nathalya Buracoff, Ricardo Leite e Ronaldo Junior.
*O título deste post é o nome do filme de Sofia Coppola, estrelado por Scarlett Johansson e Bill Murray. Aqui no Brasil, o longa ganhou o nome de Encontros e Desencontros. Bom ou ruim?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Figurinhas repetidas
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar não quis saber de ficar para trás e elegeu ninguém menos que Penélope Cruz para ser sua musa inspiradora. A atriz já estrelou quatro filmes do aclamado diretor: Carne Trêmula (1997), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), Volver (2006) e Los Abrazos Rotos (2009). A parceria entre Almodóvar e Penélope já dura mais de 10 anos e parece que não terá fim tão cedo. Sorte dos dois e dos cinéfilos também.
Além de Allen e Almodóvar, Quentin Tarantino também elegeu sua musa: Uma Thurman foi a estrela de Pulp Fiction (1994), Kill Bill: Volume 1 (2003) e Kill Bill: Volume 2 (2004) e já está confirmada para Kill Bill: Volume 3, que só deve ficar pronto em 2014. Recentemente, andam dizendo por aí que Diane Kruger é a nova musa de Tarantino. A atriz , que é alemã naturalizada norte-americana, participa do último filme do diretor, Bastardos Inglórios, como Bridget von Hammersmark. É inegável que Diane Kruger e Uma Thurman formam uma bele dupla de musas. O que não dá pra entender é Tarantino dizer que sempre foi fã e sempre amou Lindsay Lohan. Ok, abafa o caso.
Agora que já falamos das musas, é hora de falar dos musos. Sim, os diretores também têm seus musos inspiradores. E Wes Anderson não deixaria a gente mentir. Dos seis longas que já dirigiu (Bottle Rocket, Rushmore, Os Excêntricos Tenenbaums, A Vida Marinha com Steve Zissou, Viagem a Darjeeling e O Fantástico Sr. Raposa), seis - também conhecido como todos - têm Bill Murray e/ou Owen Wilson no elenco. Luke Wilson - irmão de Owen -, Anjelica Huston e Jason Schwartzman também são presenças constantes nas produções do diretor. Afinal, pra que mexer em time que tá ganhando?
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
To be continued...
O vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, por exemplo, criou a personagem fictícia Dani, que aparece em três canções da banda. Ela "estreou" em 1999, na música Californication ("Teenage bride with a baby inside"), ressurgiu em 2002, em By the way ("Dani the girl that sings songs to me") e, por fim, 4 anos mais tarde, ganhou uma música só dela: Dani California.
Enquanto Dani demorou mais de 10 anos para aparecer nas composições do RHCP, a banda de rock alternativo Veruca Salt já estreou com uma personagem: Seether, de 1994, descreve uma garota de identidade não-revelada. No entanto, 5 anos depois, a canção Volcano Girls conta que a protagonista da canção é ninguém menos que Louise Post, a vocalista do grupo.
Já o Cardigans entrou na onda das músicas com continuação em 2003, quando Nina Persson e companhia lançaram And then you kissed me, que conta uma história de amor aparentemente com final feliz. Em 2005, no entanto, o Cardigans voltou com o álbum Super Extra Gravity e uma das faixas do novo trabalho era And then you kissed me II. Dessa vez, porém, a canção, com ritmo e batidas muito semelhantes à sua primeira parte, contava o triste final da história que começara dois anos antes.
O The Killers também não ficou de fora, tratou de narrar fatos por meio de músicas e deu até um título para suas composições: Trilogia da Morte. Composta pelas canções Leave the bourbon on the shelf, Midnight Show e Jennifer was a friend of mine (nessa ordem), a Trilogia da Morte conta a história de uma adolescente, a Jennifer, que é estrangulada pelo namorado ciumento. Há quem diga que Mr. Brightside seja o prólogo dessa história inusitada.
E para ninguém dizer que não falamos de um clássico, aqui vai um: afinal, quem não lembra de The Unforgiven, do Metallica? Com essa canção, a banda fez história não só uma vez, mas sim, três. Tudo começou em 1991, ano em que o grupo lançou o álbum Metallica, que traz a primeira parte de The Unforgiven. Sete anos mais tarde, a banda lançou ReLoad, cujo segundo single foi The Unforgiven II. Dois álbum depois, quando todos achavam que a saga havia acabado, eis que a banda lança o nono álbum, intitulado Death Magnetic, e... olha só se The Unforgiven III não está por lá. E agora, será que acabou?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Doce vingança
No início da ocupação alemã na França, Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelo coronel nazista Hans Landa. Ela consegue escapar e foge para Paris, muda de nome e vira dona de um pequeno cinema. Em outro lugar do continente, o tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática um plano de vingança. Posteriormente conhecido pelos alemães como os "Os Bastardos", o grupo se junta à atriz alemã e à agente secreta Bridget Von Hammersmark em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. Por força do destino, todos se encontram no mesmo cinema em que Shosanna tramou um plano de vingança próprio.
Esta é a sinopse de “Bastardos Inglórios”, o novo filme de Quentin Tarantino, estrelado por Brad Pitt. O longa já arrecadou US$ 245 milhões nas bilheterias desde seu lançamento, em agosto, e ganhará as telas brasileiras nesta sexta-feira. Não vi o filme. Mas é justamente este o sentido deste post – a expectativa.
Assim como em Kill Bill 1 e Kill Bill 2 , Bastardos tem uma trilha sonora ótima, ostentando as estrelas de Isaac Hayes e de Ennio Morricone. Pô, até o Ed Motta queria ter uma trilha sonora com a participação de Morricone!
Mal posso esperar para ver os enquadramentos cuidadosamente desenhados, as conversas sagazes e a sutileza brutal com que Tarantino dialoga em suas poesias de montagem. Eu sou suspeita para falar do Tarantino desde quando era uma garotinha que decidiu que queria ser caça-vampiros quando crescesse após assistir um Drink no Inferno. Talvez por isso eu não me choco com filmes que respingam sangue das telas de cinema. Ao contrário, até gosto. Segundo Tarantino, "Se a violência é parte do meu estilo como artista isso é uma questão de estética". E se ele - que concebe - usa a violência como recurso, sem peso na consciência, eu - que assisto - não reclamo do excesso de pancadaria nem do tiroteio gratuito. De onde será que ele tira tanta brutalidade, com tanto vigor?
O melhor de tudo é que Tarantino está de volta ao gênero vingativo motherfucka! Não é a saga da noiva para matar quem “a matou” e sim uma desforra histórica. (E para quem tem uma família que chegou ao Brasil fugindo da guerra isso tem um significado maior.) É o cinema salvando o mundo de modo brutal, eficaz, certeiro, sanguinário! Yeah!
Não, não sou uma pessoa vingativa. Nem violenta. E talvez seja por isso que eu gosto tanto de Tarantino. Porque com ele eu me vingo de tudo aquilo que não posso fazer na vida real. É como uma terapia. Quem nunca sentiu vontade de revidar que atire a primeira adaga! Seja no trânsito, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.
O desejo de vingança é quase uma reação natural à injustiça. O plano de arquitetá-la e colocá-la em prática é que pode ser doentio. Por isso que os filmes de violência anestesiam, agindo como válvula de escape. Quer xingar o chefe que te faz trabalhar feito mula e ainda te paga um salário de fome? Quer brigar com o namorado que te deixa esperando? Tem vontade de socar aquela amiga duas caras do trabalho? Tem vontade de gritar "Fora Sarney!" no meio do expediente? Mas não pode fazer nada disso, porque você é uma pessoa sensata, certo?! Vá ver Bastardos Inglórios e sinta-se vingado nas cenas de pancadaria com o taco de beisebol! Mas lembre-se, segundo Epicuro, "a justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem."
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Futebol: paixão, amor e poesia
Foi-se o tempo em que esporte era só esporte e que futebol era apenas "22 homens correndo atrás de uma bola". Hoje em dia, além de paixão nacional, futebol é estilo de vida, é amor, muito amor. E, recentemente, se tornou também um ótimo tema para livros de qualidade. Não sabia? O Comtatos recomenda alguns:
Corinthians é preto no branco
No livro, o publicitário, corintiano e ex-vice-presidente de marketing do clube, Washington Olivetto, conta a história do time e explica essa paixão a um amigo norte-americano. Mas, não o texto não é do tipo "Fundado em 1910, o Corinthians...", não. A obra foi feita para parecer uma conversa normal. E, vez ou outra, o jornalista e também corintiano Nirlando Beirão intervém no bate-papo com notas informativas e com altas doses de humor. Descontraído e emocionante, Corinthians é preto no branco é livro para ser lido em uma hora e nada mais.
Coleção "O dia em que me tornei..."
Quase todo mundo tem um time, mesmo que seja um torcedor "não-praticante". E quem nunca perguntou ou foi perguntado como começou a torcer para determinado clube? E, é verdade, fazer essa pergunta é como questionar por que você ama sua mãe (ok, exagerei), mas geralmente existe uma resposta - e, muitas vezes, ela é uma história e tanto. Prova disso é a coleção O dia em que me tornei..., em que torcedores ilustres como Selton Mello (São Paulo), Mauro Beting (Palmeiras), Samuel Rosa (Cruzeiro) e Marcelo Duarte (Corinthians) contam como começaram a torcer para seus clubes do coração.
Do Caos ao Topo - Uma Odisséia Coxa-branca
Escrito pelo técnico René Simões, o livro conta como o Coritiba retornou à Série A depois de enfrentar a segunda divisão em 2007. Diferente das citadas acima, esta obra não fala sobre a paixão por um clube, mas, foca em algo muito mais abrangente: as estratégias (de jogo e de vida) usadas por René para trazer o time de volta à elite do futebol brasileiro. Ensinamentos, histórias e dicas para formar uma equipe bem-sucedida também fazem parte da obra.
71 segundos o jogo de uma vida
Conhecida como um dos jogos mais dramáticos e emocionantes dos últimos anos, a partida entre Náutico e Grêmio, em 2005, foi tão emblemática que tornou-se livro. O episódio, que teve como palco o estádio dos Aflitos, em Recife, valia uma vaga na Série A de 2006. E, em exatos 71 segundos, o time gaúcho, que tinha 4 jogadores a menos, fez o que parecia impossível ao defender um pênalti e marcar um gol, feitos que levaram clube de volta à elite do Campeonato Brasileiro. História mais do que digna de ser contada para quem quiser ouvir. Ou, no caso, ler.
E depois, ainda dizem que "futebol é 22 homens correndo atrás de uma bola"...
Em tempo: Esta jornalista que vos escreve também teve sua experiência Futebol + Literatura. Leia aqui um trecho.
Em tempo 2: Corintianos (ou amantes do futebol, em geral) de plantão, atenção: esse ano, já choveu livros sobre o retorno do clube à Série A. Em 2010, em comemoração ao centenário do Timão, devem ser lançados mais obras ainda. Fiquem ligados.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Dica dos Twitteres para o Fim de Semana
Se você quer dar a sua dica também, siga o @comtatos no twitter e sexta que vem mande pra gente.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Jornalista do acaso
De desajeitado vendedor de livros a jornalista de prestígio. Em poucas palavras, esse é o resumo da trajetória de Ricardo Boechat. E é difícil imaginar que essa carreira de sucesso tenha começado por acaso. Cansado de estudar, o menino de então 17 anos decidiu abandonar a escola para arrumar um emprego. “Queria trabalhar, ganhar meu próprio sustento”, diz. O jornalista conta que trabalhou em diversas áreas antes de ingressar no mundo da comunicação e acrescenta que “se tivesse sido bem-sucedido em alguma das atividades que iniciou, continuaria fazendo até hoje”.Com muito bom humor e sinceridade, Boechat relembra que as notas de gramática na época da escola eram vergonhosas. O seu forte era mesmo interpretação de texto e redação. “Nisso eu sempre fui relativamente bem”, admite. A grande oportunidade do apresentador surgiu em 1970, quando ingressou na equipe de Ibrahim Sued, no Diário de Notícias, e começou a traçar sua carreira como jornalista. Boechat foi colunista em O Globo, passou também pelo Jornal do Brasil e o Estado de S. Paulo. Escreveu o livro Um hotel e sua história, que narra toda a trajetória do Copacabana Palace, e ainda ganhou três prêmios Esso, dos quais se orgulha, mas não se vangloria.
São 37 anos de carreira e atualmente o jornalista apresenta o Jornal da Band e é âncora na Band News FM. “Estou vivendo o momento mais feliz da minha carreira”, declara ele, que atribui tanta alegria ao sucesso de seu programa no rádio, onde é simplesmente o “Ricardo Boechat”, e ao melhor índice de audiência da história do Jornal da Band.
Enquanto conversa em tom casual, o jornalista é surpreendido pelo celular, que toca ao som de U2. Antes de atender a ligação,ele protesta: “Juro que não fui eu quem colocou essa música. Nem sei mexer nisso”. O apresentador mostra não ter muita intimidade com a tecnologia, mas sabe que ela é essencial nos dias de hoje, inclusive no mundo da comunicação. “Os jovens jornalistas ganharam instrumentos que facilitam o trabalho. Em compensação, acredito que tenham perdido um pouco do ‘feeling’”, diz o veterano. A falta de conhecimento quando o assunto é inovação tecnológica não intimida Boechat, que acredita ser um bom profissional e, sem hipocrisia ou falsa modéstia, dispara: “Se disser que não sou, estarei mentindo. Minha carreira é bem-sucedida”.
Quando o assunto são as paixões de Boechat, no entanto, engana-se quem pensa que uma delas é o jornalismo. Os livros, sobre diversos assuntos, espalhados pela mesa do jornalista não deixam mentir que a leitura certamente faz parte dessa lista. O futebol com os amigos, a chamada “pelada ordinária” (SIC), é mais uma das coisas das quais ele não abre mão. Mas a verdadeira paixão é a filha caçula, Valentina. Ah! Valentina! Os olhos azuis esverdeados de Boechat transbordam de orgulho ao falar sobre a última dos seis filhos, agora com três anos. “Me casei de novo e tive mais uma filha. Valentina é muito carismática. Recomendo a todos que tenham filhos depois de velhos”, conclui.
Sério e, ao mesmo tempo, descontraído. Homem gentil que, vez ou outra, solta frases ácidas e sarcásticas. Assim é o jornalista que, todos os dias de manhã, entra na redação com um amontoado de jornais debaixo do braço e, com o jeito despojado e grande profissionalismo, não se prende a conceitos e declara: “Notícia boa é aquela que depois de ler você diz: PUTA QUE PARIU!” (SIC).
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Não é feitiçaria, é tecnologia - Parte II

Continuando a discussão do meu último post, seja para o bem ou para o mal, alguns recursos que a tecnologia nos oferece não podem ser aplicados na ‘vida real’ (sempre quis usar esta expressão). Mas como sonhar é de graça, fico imaginando como seria o nosso cotidiano, caso pudéssemos recorrer a esses truques. Recebi algumas sugestões de vocês, queridos leitores, e segue mais um Top Five com alguns poderes que só o seu computador lhe oferece:
Ctrl + Z
Imagine como nossa vida seria se fosse possível desfazer as burradas (pelo menos algumas) que já fizemos na vida. Todas as besteiras que você falou/fez porque bebeu demais, porque estava de TPM ou porque Tava Puto, Bicho! Enfim.... Desfazer discussão, tapa, dinheiro gasto com roupas de gosto duvidoso... São mil e um itens nesta categoria.
Abas
Um dos recursos mais bacanas é poder dividir o navegador em abas e organizá-las de acordo com sua preferência. Se pudéssemos fazer isso com o nosso comportamento tudo seria tão mais simples. Era só arrastar a aba “razão” para a frente da “emoção” e pronto, aquela atitude decisiva na sua vida seria tomada em segundos com chances de arrependimento reduzidas a pó.
Ctrl + Alt + Del
Sabe aquele momento em que sua vida emperra? Você perde o(a) ___________
Preencha na linha acima: emprego / namorado / saúde / paciência / chave de casa.
Para os momentos em que nada mais anda na sua vida, e não só o carro no engarrafamento na marginal, aperte este trio e pronto - é só finalizar a tarefa má sucedida.
Alt + F4
Mas se só finalizar é pouco e o que você quer mesmo é mandar tudo pra P. que O pariu ? Feche a janela e pronto. Este comando seria muito útil para as horas em que você comete uma tremenda gafe, troca o nome da namorada, deixa cair molho de tomate na camisa branca e em todas as demais saídas estratégicas.
Alt + Tab
Mas nem sempre o nosso desejo é só finalizar uma tarefa, ou simplesmente sumir. Às vezes, o que você mais queremos na vida é jogar tudo pro alto e viver de artesanato lá em Jericoacara Para as horas de extrema aflição é simples: dê um Alt + Tab, vá contar peixinhos e seja feliz!














































































