O mercado musical na web européia
Apesar da importância das redes sociais já ser uma realidade, há quem tenha ressalvas sobre a comercialização online. Nesta via, entra o comércio de música digital, em que produtores dizem não ser uma boa idéia, mas que os investidores pesam a mão no investimento. Não é de hoje que as ações na web são o gancho que mais repercutem em todos os tipos de mídia. É só fazer uma rápida no Google e em qualquer site especializado - ou não - para descobrir que trabalhar uma marca na internê é garantia de sucesso - é claaaro, se bem elaborada a ação for. #mestreyodafeelings
Pois, falando em sucesso, o Deezer, site francês feito para ouvir músicas, anunciou recentemente que levantou 6,5 milhões de euros, sendo que os principais investidores foram os fundos de investimento AGF Private Equity e CM-CIC Capital Privé - uma filial do banco Crédit Mutuel. Este financiamento elevou para 12,2 milhões de euros os fundos da Deezer, desde a sua criação, em Agosto de 2007. "Estamos prontos, agora, para continuar o nosso desenvolvimento nos modelos Premium e territórios europeus", dizem Jonathan e Daniel Benassaya Marhely, fundadores do Deezer, ao jornal francês Le Monde.
O site permite ouvir muitas músicas via streaming gratuitamente, graças a acordos com a maioria das grandes gravadoras. Uma parte das receitas publicitárias recolhidas pela empresa são pagas aos beneficiários. E apesar de receber apoio do meio financeiro e até de Christine Albanel, ministra da Cultura, o site é criticado por alguns artistas, que acreditam que este montante reembolsado é muito baixo. Em agosto do ano passado, a Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música (SACEM) afirmou que os royalties eram insuficientes para compensar o trabalho dos seus associados.
Hoje, o Deezer tem mais de dez milhões de usuários na Europa, sendo seis milhões apenas na França, além de estar em primeiro lugar nos ranking de sites de música, no velho continente. Porém, a verdade verdadeira é que, apesar deste sucesso, o site depende essencialmente do dinheiro gerado pela publicidade. E para mudar um pouco essa dependência financeira, a companhia planeja lançar uma versão Premium para Iphone. Só a versão gratuita e mais básica dessa aplicação já foi baixada por mais de 1 milhão de usuários. E, embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente, o preço da versão Premium será em torno de 10 euros.
Para os fundadores do Deezer, a razão da confiança de que esta versão gere um belo e pomposo retorno financeiro é que, segundo eles, o site é o principal parceiro afiliado do iTunes na França - e o sétimo na Europa. Ah, e eu com isso? E daí, meu querido, que isso quer dizer que este é o serviço de streaming que gera mais receitas em termos de links para adquirir downloads na famosa loja de música online da Apple.
Estes dados provam que o streaming pode levar os fãs de música a gastarem mais dinheiro com downloads e CDs. Resta saber se esta grana arrecadada é o suficiente para lavar o bumbum com nota de cem euros fazer brilhar os olhos das gravadoras e da Apple. Mas, para saber disso, só fazendo um comtato com os senhores Jonathan e Daniel..
Ótima dica!!!
A discussão sobre Direitos Autorais ainda vai dar muito pano pra manga. E não só na esfera musical, textos, fotos entre outras criações que teoricamente eram protegidas por direitos autorais, com o advento da internê (como vc mesmo fala) ficaram ultrapassados e desprotegidas.
Vamos ver no que dá!
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