domingo, 22 de novembro de 2009

Do caos ao Killers

Aviso: este texto trata-se de um relato de fã e não uma cobertura jornalística.

O show

Em 2007, o The Killers veio ao Brasil para o TIM Festival. E eu perdi. Desde então, esperei muito pelo dia em que eles voltariam. Por isso, assim que confirmaram a turnê Day & Age em território brasileiro, comprei os ingressos para a Pista Premium e, desde então, foram 100 dias de espera. Sim, eu fiz contagem regressiva. No entanto, quando fiquei completamente ensopada e literalmente coberta de lama, eu tive medo de que meus R$350 não valessem a pena.

Mas, às 20h15 do dia 21 de novembro, segundos antes do The Killers começar a apresentação, eu lembrei porque estava lá, enfrentando o caos da lama e o frio da chuva: era minha banda favorita que iria subir naquele palco em instantes e tocar as músicas que pareciam ter sido feitas para mim. Dave Keuning, Mark Stoermer, Ronnie Vanucci e Brandon Flowers entraram. As primeiras notas de Human tomaram conta da Chácara do Jockey. Foi quando senti minha garganta fechar e meus olhos esquentarem. Toda a minha ansiedade se transformou em emoção e irrompeu em um choro que eu não esperava.

Ainda na primeira música, quem se recusava a colocar os pés na enorme poça de lama no centro da Pista Premium deixou para trás qualquer frescura. A poça, então, se tornou diversão. Antes de tocar This is your life, Brandon surpreendeu e disse em bom português "Nós somos o The Killers. Nessa noite molhada, nós somos de 'vocês'". Era o que faltava para incendiar de vez as 12 mil pessoas que estavam lá.

A lama

O show seguiu cheio de sucessos, como Somebody told me, For Reasons Unknown e Bones. E enquanto isso, eu não parava de gritar, pular e tentar me convencer de que eu realmente estava lá, curtindo o momento que eu tanto esperei. E não era apenas um show de hits. Era um show de luzes, de efeitos especiais, de imagens no telão sincronizadas com as músicas. Um show e tanto do frontman Brandon Flowers e seus companheiros. O show da minha vida.

A primeira parte da apresentação terminou com All These Things That I've Done, do já clássico trecho "I've got soul, but I'm not a soldier". Ao final da canção, a chuva de pedaços de papel picado criou um lindo efeito especial. A banda voltou para o bis ao som de Jenny Was a Friend of Mine e seu baixo poderosíssimo. Para encerrar, a já tradicional When You Were Young.

Os fogos

Na última música, enquanto Brandon cantava o trecho "he doesn't look a thing like Jesus", eu abri os braços, fechei os olhos, apontei para o céu nublado e só agradeci a quem quer que esteja lá em cima por estar vivendo aquela noite. Uma cascata de fogos de artifício completou o momento inesquecível. Foi a 1h30 mais incrível dos últimos tempos.



PS1: Fotos de Alexandre Kitamura, Gustavo Jreige e Fábio Camargo respectivamente.
PS2: Quem quiser ler a cobertura jornalística do show, clica aqui
PS3: Espero que quem achar um exagero meu relato sincero tenha, um dia, a oportunidade de presenciar um momento tão único e especial. Como esse foi pra mim ;)


4 Comtatos:

Anônimo,  22 de novembro de 2009 16:41  

AH... e eu precisei ir no show? Achei q a forma sincera de se expressar sem ser clichê foi ótima. Parabéns;

thyago

Nathalya Buracoff 23 de novembro de 2009 10:49  

Uhuu!! Olha que lindo. Deu pra sentir sua emoção, Nad.
Logo mais sou eu em AC/DC! \m/

Bjos

Bruna Tamanaha 23 de novembro de 2009 18:57  

oi Ná, vale a pena todo o sacrifício, né? Você é jovem e pode apreciar suas bandas favoritas ao vivo. Eu que sou mais velha e tenho um gosto musical mais velho ainda, não posso mais ver muitas bandas que gostaria.
Adorei o texto!
bjos

Crystal 24 de novembro de 2009 11:48  

Concordo em genero, numero e grau!

Tambem estive la e senti tudo isto!

Foi perfeito!!

Tambem escrevi sobre o show, só nao consegui me expressar tao bem quanto voce, parabens!!

http://www.soumovidaamusica.blogspot.com/

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO