segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Esperando Holmes


Em breve, mais precisamente no final do ano, seremos agraciados com mais uma adaptação para os cinemas do mais famoso detetive que a literatura jamais produziu. Sim, é dele mesmo que estou falando, para quem não sabe o lendário Sherlock Holmes será novamente o personagem principal de mais uma aventura levadas as telas pelo ex-marido da Madona, o senhor Guy Ritchie, em que tentará focar no perfil mais arrojado do personagem, explorando suas características mais agressivas como sua habilidade com a esgrima e o gosto por boxe. Tais temas jamais foram o foco de suas aventuras anteriores, que se concentravam mais no seu conhecidíssimo uso da cocaína ou suas poucas habilidades com o sexo oposto.

Esta nova adaptação é baseada em uma história em quadrinhos ainda inédita de Lionel Wingram, e, além de ser dirigida por um diretor muito promissor, terá atores consagrados nos papéis principais, tais como Robert Downey Junior (Sherlock Holmes) e Jude Law (Watson), com a expectativa de grande sucesso uma vez que já se cogita uma continuação aonde o seu grande inimigo, Moriaty, será interpretado por nada mais, nada menos do que o ator mais badalado do momento, ele mesmo, Brad Pitty.

Todo este frison é muito merecido, pois trata-se de um personagem praticamente mitológico, que se encontra em um grupo seleto de outros personagens literários que transcenderam ao teatro, cinema, quadrinhos e televisão com um enorme sucesso mundialmente. Nesse grupo pode-se destacar, Os Três Mosqueteiros de Dumas, Drácula de Bran Stroker, O Concurda de Notre Dame de Vitor Hugo, Tarzan de Edgar Rice Burroughs, A Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne, e, porque não, Frankstein de Mary Sherley. Obras estas que, salvo uma ou outra adaptação, permeiam o mundo pop com enorme sucesso.

Nunca é demais lembrar, principalmente para os novatos de internet, que Sherlock Holmes é um personagem literário criado por sir Arthur Conan Doyle em 1887, na obra Um Estudo em Vermelho, mas o seu livro mais célebre, para muitos críticos, é o Cão de Baskervilles de 1902, que já teve inúmeras adaptações tanto para o teatro quanto para o cinema e televisão.

Holmes influenciou uma série de outros personagens, como o Hercule Poirot de Agatha Cristhie, Gregory House, da série House M.D., e até mesmo o Batman, e, por outro lado, muitos acham que o personagem derivou-se de outro criado pelo, maior escritor de todos os tempos, ou seja, será que sir Arthur não deu uma olhadinha na obra O Crime da Rua Morgue, de Edgar Alan Poe? Os personagens são muito parecidos, mas vamos deixar essa discussão para outra ocasião.

Também são diversas suas adaptações para o cinema, como o Cão de Baskervilles (1959), dirigida por Terence Fischer, com Peter Cushing como Sherlock Holmes e André Morell como Watson e sir Henry, o herdeiro dos Baskervilles, interpretado por Christopher Lee; Sherlock Holmes em Nova York (1976), com Roger Moore (Sherlock Holmes) e o lendário Jonh Huston (como o arqui-inimigo professor Moriarty); Assassinato por Decreto (1979) aonde Holmes enfrenta o próprio Jack, o Estripador, com Crhisthopher Plummer (Sherlock Holmes) e James Mason (Dr. Watson); O Enigma da Pirâmide(1985), aonde até Steven Spielberg dá sua contribuição ao personagem, entre muitos outros. Não vou falar do Xango de Barker Street, obra de Jô Soares também adaptada ao cinema que, apesar de engraçada, acaba com o personagem.

Várias são as curiosidades que envolvem o personagem, e difundias por seus fãs, como seu domínio na esgrima, seu gosto pelo boxe, sua lendária mania de tocar violino, seu cachimbo, e suas frase, tais como a famosíssima, “Elementar, meu caro Watson”, que foi muito difundida em suas adaptações televisivas e teatrais, mas que aparece em sua obra apenas uma vez, justamente em sua primeira aparição, em Um Estudo em Vermelho, mas isso já deu muito pano para a manga, demonstrando a enorme popularidade do personagem e justifica o porque de não ter sumido no limbo cultural do final do século XX e início do século XXI, muito pelo contrário, é uma bem vida ressurreição, esperando-se que seja vindoura.



Se realmente existisse, Holmes, muito provavelmente diria: “Elementar, meu caro Carlos, o que é feito com competência se torna imortal, jamais se acaba”.

Portanto, corra ao cinema a partir de 24 de dezembro, nas melhores telas, elementar não?

2 Comtatos:

Nathalya Buracoff 3 de novembro de 2009 15:51  

Mal posso esperar pra conferir! Mto legal seu post. Cheio de curiosidades.. Prabéns! ;)

Nathalya Buracoff 3 de novembro de 2009 15:51  
Esta postagem foi removida pelo autor.

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