Carreira solo: ter ou não ter?
Uma banda nasce e faz sucesso. Algum tempo depois, o vocalista lança um projeto paralelo, mas jura que não vai deixar o grupo. Não demora muito, até que ele mude de ideia, abandone a banda e siga carreira solo. Esse resumo, (in)felizmente é a história e o futuro de muitas bandas. Smiths (Morrissey), Soundgarden (Chris Cornell), Jackson 5 (Michael Jackson), Bon Jovi (Jon Bon Jovi) e muitas outras que o digam. O exemplo mais recente desse caso é Julian Casablancas, líder do aclamado Strokes, que acaba de lançar o ótimo projeto solo Phrazes For The Young. No entanto, o vocalista garante que só gravou o álbum para preencher o tempo livre e que o Strokes continua sendo sua prioridade. Simples assim.
Agora, sejamos justos: nem sempre o vocalista é o primeiro a sair. No Blur, por exemplo, quem "começou a acabar" com a banda foi Graham Coxon. Após a gravação do último CD da banda, Think Tank (2002), o guitarrista decidiu seguir carreira solo. Abandonado e arrasado, o líder Damon Albarn fez o mesmo e foi bem-sucedido, diga-se de passagem: formou o elogiado Gorillaz e o The Good, The Bad and The Queen e ainda transformou sua carreira solo em um laboratório para os mais diversos experimentos. Em 2009, Albarn, Coxon e o resto da banda se reuniram novamente para uma pequena turnê, que incluiu o lendário festival inglês Glastonboury, e nada mais.
Há também quem consiga manter 234221 projetos ao mesmo tempo. Chad Smith, o bateirista do Red Hot Chili Peppers, toca também no Chickenfoot e tem uma banda instrumental, a Chad Smith's Bombastic Meatbats. Dave Grohl, que ficou conhecido como o bateirista do Nirvana, estourou com o Foo Fighters, já gravou CDs com o Queens of the Stone Age e mantém também o Them Crooked Vultures. Mas, o campeão mesmo é Mike Patton, o ex-líder do Faith no More. O cantor teve, entre seus principais projetos, Fantômas, Mr. Bungle, Tomahawk e Peeping Tom, além da carreira solo e outras parcerias, que inclui um CD de músicas italianas em parceria com a Metropole Orchestra.
Existem ainda aqueles que têm carreiras mais bem sucedidas longe de suas bandas/grupos. Beyoncé Knowles virou a diva que conhecemos hoje depois que saiu do Destiny's Child e Justin Timberlake só ganhou o exagerado status de "sucessor de Michael Jackson" após deixar a boyband Nsync. Enquanto isso, Alex Band, do The Calling, não deu muito certo sozinho - mas também já não estava dando certo com a banda - e a carreira solo de Nina Persson nunca teve tanto apelo quanto à junto da banda, o Cardigans. Recentemente, aliás, uma das maiores apostas de carreira solo do rock atual, o vocalista do The Killers, Brandon Flowers, negou qualquer boato de que estaria se preparando para lançar suas próprias músicas. Vamos ver até quando.
E você? Lembra de algum vocalista que saiu da banda e não deu certo? Conta pra gente!
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