sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O mercado musical na web européia
Apesar da importância das redes sociais já ser uma realidade, há quem tenha ressalvas sobre a comercialização online. Nesta via, entra o comércio de música digital, em que produtores dizem não ser uma boa idéia, mas que os investidores pesam a mão no investimento. Não é de hoje que as ações na web são o gancho que mais repercutem em todos os tipos de mídia. É só fazer uma rápida no Google e em qualquer site especializado - ou não - para descobrir que trabalhar uma marca na internê é garantia de sucesso - é claaaro, se bem elaborada a ação for. #mestreyodafeelings
Pois, falando em sucesso, o Deezer, site francês feito para ouvir músicas, anunciou recentemente que levantou 6,5 milhões de euros, sendo que os principais investidores foram os fundos de investimento AGF Private Equity e CM-CIC Capital Privé - uma filial do banco Crédit Mutuel. Este financiamento elevou para 12,2 milhões de euros os fundos da Deezer, desde a sua criação, em Agosto de 2007. "Estamos prontos, agora, para continuar o nosso desenvolvimento nos modelos Premium e territórios europeus", dizem Jonathan e Daniel Benassaya Marhely, fundadores do Deezer, ao jornal francês Le Monde.
O site permite ouvir muitas músicas via streaming gratuitamente, graças a acordos com a maioria das grandes gravadoras. Uma parte das receitas publicitárias recolhidas pela empresa são pagas aos beneficiários. E apesar de receber apoio do meio financeiro e até de Christine Albanel, ministra da Cultura, o site é criticado por alguns artistas, que acreditam que este montante reembolsado é muito baixo. Em agosto do ano passado, a Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música (SACEM) afirmou que os royalties eram insuficientes para compensar o trabalho dos seus associados.
Hoje, o Deezer tem mais de dez milhões de usuários na Europa, sendo seis milhões apenas na França, além de estar em primeiro lugar nos ranking de sites de música, no velho continente. Porém, a verdade verdadeira é que, apesar deste sucesso, o site depende essencialmente do dinheiro gerado pela publicidade. E para mudar um pouco essa dependência financeira, a companhia planeja lançar uma versão Premium para Iphone. Só a versão gratuita e mais básica dessa aplicação já foi baixada por mais de 1 milhão de usuários. E, embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente, o preço da versão Premium será em torno de 10 euros.
Para os fundadores do Deezer, a razão da confiança de que esta versão gere um belo e pomposo retorno financeiro é que, segundo eles, o site é o principal parceiro afiliado do iTunes na França - e o sétimo na Europa. Ah, e eu com isso? E daí, meu querido, que isso quer dizer que este é o serviço de streaming que gera mais receitas em termos de links para adquirir downloads na famosa loja de música online da Apple.
Estes dados provam que o streaming pode levar os fãs de música a gastarem mais dinheiro com downloads e CDs. Resta saber se esta grana arrecadada é o suficiente para lavar o bumbum com nota de cem euros fazer brilhar os olhos das gravadoras e da Apple. Mas, para saber disso, só fazendo um comtato com os senhores Jonathan e Daniel..
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O florescer da maldade
Quantos filmes suecos você conhece? De quantos filmes suecos você já ouviu falar? Se a sua resposta é nenhum, que tal começar por uma obra que teve ótima repercussão e foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 2004?
Trata-se de Evil, traduzido para o português como Raízes do Mal, e neste caso o título, realmente, faz jus ao enredo, já que o filme retrata aquilo que têm o poder de formar o caráter de uma pessoa, neste caso negativamente. A minha discussão aqui levanta o seguinte: Será que algo que aconteceu durante a sua formação pode mudar a sua forma de agir para o resto da vida? Pois bem, vamos aos fatos:
Você pode imaginar o que é ser humilhado, torturado e injustiçado, mas Erik, de 16 anos, viveu na própria pele tudo isso. Sua mãe, amedrontada, não adotou uma postura firme ao ver seu filho ser castigado pelo atual marido, o que era uma atitude comum na década de 50. Desde então, de alguma forma isso passou a agir na formação do rapaz, tornando Erik um rapaz violento, refletindo, como um espelho, as agressões que sofreu. A expulsão da escola onde estudava, fez com que ele fosse transferido para um colégio de renome, Stjärnberg. Porém, durante o filme, fica claro que a aristocracia da instituição, com seus alunos de origem mais nobre, tem o poder nas mãos e o usa a seu bel-prazer para garantir um falso sentimento de ordem.
Erik é aplicado, realmente um bom aluno, principalmente quando o assunto é natação, esporte que domina com facilidade. Porém, seu currículo mostra que bom comportamento não é o forte e, se antes não costumava baixar a cabeça para certas imposições, na escola isso não seria diferente. O importante é que ele encontra por lá um amigo – Pierre - e um amor – Maria - fatores que não eram comuns na vida do garoto. Diante de tantos influentes, Erik é colocado à prova a cada instante, mesmo tendo como objetivo a mudança dos rumos de sua história, porém tudo parece seguir para o mesmo ciclo vicioso e violento na qual fora inserido.
O filme traz um roteiro muito bem adaptado do best-seller Evil, de Jan Guillou, que, pasme! – trata-se de uma história autobiográfica. A ótima atuação por parte de Andreas Wilson (Erik) conduz de forma exemplar o ritmo do filme. E por falar em ritmo, a trilha sonora é muito bem balanceada, em um determinado momento me lembrou Os Intocáveis (Untouchables, The, 1987 – Brian De Palma). A fotografia é cuidadosamente bem executada, com um elegante ar cinquentista. A película, como um todo, é muito bem produzida e dirigida e foi indicada com louvor ao prêmio da estatueta dourada.
Agora, se você ficou curioso e quer saber mais sobre a influência das condutas alheias em nossa personalidade, além de conhecer a história de Erik, eis aqui uma boa oportunidade para mudar as respostas negativas às perguntas do início deste texto.
Título original: Ondskan
Direção: Mikael Håfström
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Lost in Translation
A resposta é, com certeza, um NÃO bem grande. Só para começar, desde quando The Time Traveller's Wife deveria ter virado o brega Te Amarei Para Sempre? E por que The Hangover foi traduzido como Se beber, não case? Os responsáveis pelas traduções dos títulos de Violência Gratuita (Funny Games), Sleepless in Seattle (Sintonia do Amor), Knight Moves (Face a Face Com o Inimigo) e Possuídos (Bug) também não foram exatamente felizes em suas versões. E o mais curioso e engraçado é o Fear.com que, em português, ganhou até o br na frente e ficou Medo.com.br. Será que na Inglaterra virou Fear.co.uk?
Para complicar ainda mais a vida dos tradutores de títulos de filmes, existem também os nomes que não são tão bons a ponto de não ganhar tradução e nem tão ruins para serem totalmente descartados. Match Point - Ponto Final ficaria vazio se fosse apenas Ponto Final, assim como Perto Demais não seria tão legal quanto Closer - Perto Demais. Scoop - O Grande Furo ficaria até engraçado - e com duplo sentido - se fosse só O Grande Furo. O Amor em Vermelho não seria tão charmoso quanto Moulin Rouge - O Amor em Vermelho. E A Grande Virada talvez não fosse tão atrativo se não tivesse o Jerry Maguire na frente.
Traduzido ou não, fato é que título bom é aquele que, mesmo antes de ler a sinopse ou ver quem são os atores/diretor, nós temos vontade de ver. E aí é que entra o bom senso e a criatividade de quem dá aos longas os novos nomes, que ficarão para sempre registrados. E, sejamos justos, existem mais exemplos de boas traduções do que de ruins. Vamos começar por Curtindo a Vida Adoidado. Quer título melhor para esse filme? Se fosse traduzido literalmente, viraria algo do tipo Dia de Folga. Suuuuuuper atrativo. E O Poderoso Chefão (The Godfather)? Só de ler o título você já imagina do que se trata. E, com certeza um sujeito que assiste O Poderoso Chefão não se sente atraído por O Padrinho - nome que a clássica franquia ganharia caso fosse literalmente traduzida.
E se As Panteras fosse Os Anjos de Charlie (Charlie's Angels)? Com esse título, jamais daria pra acreditar que o longa se trata de três mulheres poderosas, que lutam, batem e apanham sem perder a pose. E Mandíbulas, você assistiria? Pois é. Esse seria o nome de Tubarão, se ganhasse o título literal. Johnny e June seria Ande na Linha (Walk the Line) e iria parecer mais um filme sobre lições de moral do que a história de amor entre os cantores Johnny Cash e June Carter. Clube dos Cinco seria Clube do Café da Manhã (The Breakfast Club), assim como o criativo e divertido Loucademia de Polícia ganharia o título sem graça de Academia de Polícia (Police Academy).
I Am Sam ganhou um nome um tanto clichê: Uma Lição de Amor. Ainda assim, o título em português é mais atrativo que Eu sou o Sam. Você é o Sam e eu sou a Nádia. Tá, e daí...? Outra boa tradução é Gênio Indomável. Além de descrever muito bem o personagem de Matt Damon, o título é mil vezes mais atrativo do que Bom Will Hunting (Good Will Hunting). Poderíamos escrever mais 78929208 mil carácteres sobre títulos bem ou mal traduzidos. No entanto, agora o Comtatos quer saber: você lembrou de alguma tradução boa ou ruim? Deixe aí nos comentários!
Colaboraram: Diego Benevides, Fábio Camargo, Nathalya Buracoff, Ricardo Leite e Ronaldo Junior.
*O título deste post é o nome do filme de Sofia Coppola, estrelado por Scarlett Johansson e Bill Murray. Aqui no Brasil, o longa ganhou o nome de Encontros e Desencontros. Bom ou ruim?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Figurinhas repetidas
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar não quis saber de ficar para trás e elegeu ninguém menos que Penélope Cruz para ser sua musa inspiradora. A atriz já estrelou quatro filmes do aclamado diretor: Carne Trêmula (1997), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), Volver (2006) e Los Abrazos Rotos (2009). A parceria entre Almodóvar e Penélope já dura mais de 10 anos e parece que não terá fim tão cedo. Sorte dos dois e dos cinéfilos também.
Além de Allen e Almodóvar, Quentin Tarantino também elegeu sua musa: Uma Thurman foi a estrela de Pulp Fiction (1994), Kill Bill: Volume 1 (2003) e Kill Bill: Volume 2 (2004) e já está confirmada para Kill Bill: Volume 3, que só deve ficar pronto em 2014. Recentemente, andam dizendo por aí que Diane Kruger é a nova musa de Tarantino. A atriz , que é alemã naturalizada norte-americana, participa do último filme do diretor, Bastardos Inglórios, como Bridget von Hammersmark. É inegável que Diane Kruger e Uma Thurman formam uma bele dupla de musas. O que não dá pra entender é Tarantino dizer que sempre foi fã e sempre amou Lindsay Lohan. Ok, abafa o caso.
Agora que já falamos das musas, é hora de falar dos musos. Sim, os diretores também têm seus musos inspiradores. E Wes Anderson não deixaria a gente mentir. Dos seis longas que já dirigiu (Bottle Rocket, Rushmore, Os Excêntricos Tenenbaums, A Vida Marinha com Steve Zissou, Viagem a Darjeeling e O Fantástico Sr. Raposa), seis - também conhecido como todos - têm Bill Murray e/ou Owen Wilson no elenco. Luke Wilson - irmão de Owen -, Anjelica Huston e Jason Schwartzman também são presenças constantes nas produções do diretor. Afinal, pra que mexer em time que tá ganhando?
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
To be continued...
O vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, por exemplo, criou a personagem fictícia Dani, que aparece em três canções da banda. Ela "estreou" em 1999, na música Californication ("Teenage bride with a baby inside"), ressurgiu em 2002, em By the way ("Dani the girl that sings songs to me") e, por fim, 4 anos mais tarde, ganhou uma música só dela: Dani California.
Enquanto Dani demorou mais de 10 anos para aparecer nas composições do RHCP, a banda de rock alternativo Veruca Salt já estreou com uma personagem: Seether, de 1994, descreve uma garota de identidade não-revelada. No entanto, 5 anos depois, a canção Volcano Girls conta que a protagonista da canção é ninguém menos que Louise Post, a vocalista do grupo.
Já o Cardigans entrou na onda das músicas com continuação em 2003, quando Nina Persson e companhia lançaram And then you kissed me, que conta uma história de amor aparentemente com final feliz. Em 2005, no entanto, o Cardigans voltou com o álbum Super Extra Gravity e uma das faixas do novo trabalho era And then you kissed me II. Dessa vez, porém, a canção, com ritmo e batidas muito semelhantes à sua primeira parte, contava o triste final da história que começara dois anos antes.
O The Killers também não ficou de fora, tratou de narrar fatos por meio de músicas e deu até um título para suas composições: Trilogia da Morte. Composta pelas canções Leave the bourbon on the shelf, Midnight Show e Jennifer was a friend of mine (nessa ordem), a Trilogia da Morte conta a história de uma adolescente, a Jennifer, que é estrangulada pelo namorado ciumento. Há quem diga que Mr. Brightside seja o prólogo dessa história inusitada.
E para ninguém dizer que não falamos de um clássico, aqui vai um: afinal, quem não lembra de The Unforgiven, do Metallica? Com essa canção, a banda fez história não só uma vez, mas sim, três. Tudo começou em 1991, ano em que o grupo lançou o álbum Metallica, que traz a primeira parte de The Unforgiven. Sete anos mais tarde, a banda lançou ReLoad, cujo segundo single foi The Unforgiven II. Dois álbum depois, quando todos achavam que a saga havia acabado, eis que a banda lança o nono álbum, intitulado Death Magnetic, e... olha só se The Unforgiven III não está por lá. E agora, será que acabou?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Dicas dos Twitteres para o Fim de Semana
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Doce vingança
No início da ocupação alemã na França, Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelo coronel nazista Hans Landa. Ela consegue escapar e foge para Paris, muda de nome e vira dona de um pequeno cinema. Em outro lugar do continente, o tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática um plano de vingança. Posteriormente conhecido pelos alemães como os "Os Bastardos", o grupo se junta à atriz alemã e à agente secreta Bridget Von Hammersmark em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. Por força do destino, todos se encontram no mesmo cinema em que Shosanna tramou um plano de vingança próprio.
Esta é a sinopse de “Bastardos Inglórios”, o novo filme de Quentin Tarantino, estrelado por Brad Pitt. O longa já arrecadou US$ 245 milhões nas bilheterias desde seu lançamento, em agosto, e ganhará as telas brasileiras nesta sexta-feira. Não vi o filme. Mas é justamente este o sentido deste post – a expectativa.
Assim como em Kill Bill 1 e Kill Bill 2 , Bastardos tem uma trilha sonora ótima, ostentando as estrelas de Isaac Hayes e de Ennio Morricone. Pô, até o Ed Motta queria ter uma trilha sonora com a participação de Morricone!
Mal posso esperar para ver os enquadramentos cuidadosamente desenhados, as conversas sagazes e a sutileza brutal com que Tarantino dialoga em suas poesias de montagem. Eu sou suspeita para falar do Tarantino desde quando era uma garotinha que decidiu que queria ser caça-vampiros quando crescesse após assistir um Drink no Inferno. Talvez por isso eu não me choco com filmes que respingam sangue das telas de cinema. Ao contrário, até gosto. Segundo Tarantino, "Se a violência é parte do meu estilo como artista isso é uma questão de estética". E se ele - que concebe - usa a violência como recurso, sem peso na consciência, eu - que assisto - não reclamo do excesso de pancadaria nem do tiroteio gratuito. De onde será que ele tira tanta brutalidade, com tanto vigor?
O melhor de tudo é que Tarantino está de volta ao gênero vingativo motherfucka! Não é a saga da noiva para matar quem “a matou” e sim uma desforra histórica. (E para quem tem uma família que chegou ao Brasil fugindo da guerra isso tem um significado maior.) É o cinema salvando o mundo de modo brutal, eficaz, certeiro, sanguinário! Yeah!
Não, não sou uma pessoa vingativa. Nem violenta. E talvez seja por isso que eu gosto tanto de Tarantino. Porque com ele eu me vingo de tudo aquilo que não posso fazer na vida real. É como uma terapia. Quem nunca sentiu vontade de revidar que atire a primeira adaga! Seja no trânsito, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.
O desejo de vingança é quase uma reação natural à injustiça. O plano de arquitetá-la e colocá-la em prática é que pode ser doentio. Por isso que os filmes de violência anestesiam, agindo como válvula de escape. Quer xingar o chefe que te faz trabalhar feito mula e ainda te paga um salário de fome? Quer brigar com o namorado que te deixa esperando? Tem vontade de socar aquela amiga duas caras do trabalho? Tem vontade de gritar "Fora Sarney!" no meio do expediente? Mas não pode fazer nada disso, porque você é uma pessoa sensata, certo?! Vá ver Bastardos Inglórios e sinta-se vingado nas cenas de pancadaria com o taco de beisebol! Mas lembre-se, segundo Epicuro, "a justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem."
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Futebol: paixão, amor e poesia
Foi-se o tempo em que esporte era só esporte e que futebol era apenas "22 homens correndo atrás de uma bola". Hoje em dia, além de paixão nacional, futebol é estilo de vida, é amor, muito amor. E, recentemente, se tornou também um ótimo tema para livros de qualidade. Não sabia? O Comtatos recomenda alguns:
Corinthians é preto no branco
No livro, o publicitário, corintiano e ex-vice-presidente de marketing do clube, Washington Olivetto, conta a história do time e explica essa paixão a um amigo norte-americano. Mas, não o texto não é do tipo "Fundado em 1910, o Corinthians...", não. A obra foi feita para parecer uma conversa normal. E, vez ou outra, o jornalista e também corintiano Nirlando Beirão intervém no bate-papo com notas informativas e com altas doses de humor. Descontraído e emocionante, Corinthians é preto no branco é livro para ser lido em uma hora e nada mais.
Coleção "O dia em que me tornei..."
Quase todo mundo tem um time, mesmo que seja um torcedor "não-praticante". E quem nunca perguntou ou foi perguntado como começou a torcer para determinado clube? E, é verdade, fazer essa pergunta é como questionar por que você ama sua mãe (ok, exagerei), mas geralmente existe uma resposta - e, muitas vezes, ela é uma história e tanto. Prova disso é a coleção O dia em que me tornei..., em que torcedores ilustres como Selton Mello (São Paulo), Mauro Beting (Palmeiras), Samuel Rosa (Cruzeiro) e Marcelo Duarte (Corinthians) contam como começaram a torcer para seus clubes do coração.
Do Caos ao Topo - Uma Odisséia Coxa-branca
Escrito pelo técnico René Simões, o livro conta como o Coritiba retornou à Série A depois de enfrentar a segunda divisão em 2007. Diferente das citadas acima, esta obra não fala sobre a paixão por um clube, mas, foca em algo muito mais abrangente: as estratégias (de jogo e de vida) usadas por René para trazer o time de volta à elite do futebol brasileiro. Ensinamentos, histórias e dicas para formar uma equipe bem-sucedida também fazem parte da obra.
71 segundos o jogo de uma vida
Conhecida como um dos jogos mais dramáticos e emocionantes dos últimos anos, a partida entre Náutico e Grêmio, em 2005, foi tão emblemática que tornou-se livro. O episódio, que teve como palco o estádio dos Aflitos, em Recife, valia uma vaga na Série A de 2006. E, em exatos 71 segundos, o time gaúcho, que tinha 4 jogadores a menos, fez o que parecia impossível ao defender um pênalti e marcar um gol, feitos que levaram clube de volta à elite do Campeonato Brasileiro. História mais do que digna de ser contada para quem quiser ouvir. Ou, no caso, ler.
E depois, ainda dizem que "futebol é 22 homens correndo atrás de uma bola"...
Em tempo: Esta jornalista que vos escreve também teve sua experiência Futebol + Literatura. Leia aqui um trecho.
Em tempo 2: Corintianos (ou amantes do futebol, em geral) de plantão, atenção: esse ano, já choveu livros sobre o retorno do clube à Série A. Em 2010, em comemoração ao centenário do Timão, devem ser lançados mais obras ainda. Fiquem ligados.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Dica dos Twitteres para o Fim de Semana
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