sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dicas para o Fim de Semana

Esta semana repleta de diversos eventos. Nossos leitores e seguidores no Twitter, como Kiss FM e UP cenografia, mandaram sugestões de peças teatrais; shows de rock, blues e jazz; estreia nos cinemas; feiras; culinária e muito mais. Opções não faltam, o difícil vai ser você arrumar tempo para conferir tudo isso!

Quer mandar sua dica cultural? Siga-nos no Twitter e prepare-se para mandar sua sugestão toda sexta-feira.

Bom fim de semana e divirta-se!
































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Open Jazz

Domingo agora acontece a quarta edição do Open Jazz, patrocinado pela Telefônica. A apresentação será no Parque da Independência e sabe quem estará lá?

Se você disse Dianne Reeves e Buddy Guy, você ganhou um milhão de reais acertou! :-)



"Ah, mas show de jazz estrangeiro no Brasil custa o olho da cara.." Procede, mas não desta vez, meu caro! O Open Jazz é gratuito, e tem curadoria do meu amigo Zuza Homem de Mello. E ele fez muito bem trazendo uma das vocalistas mais celebradas do mundo - ganhadora de três Grammys seguidos, como Melhor Performance Vocal de Jazz -, nossa querida miss Reeves. Quem for ao Ipiranga também terá a oportunidade de conferir de perto a maestria de um dos maiores guitarristas de blues da face da Terra: Buddy Guy!



E pode ir mesmo assistir o Open Jazz, porque cabem cerca de 25 mil pessoas por lá, viu? Nós, do ComTatos, estaremos por lá! É só gritar pelos nossos nomes que faremos contato! ;)

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Os Levados da Breca

Esta semana tomei notícia de duas situações em que colegas cartunistas foram qustionados por terem feito histórias em quadrinhos que lembravam obras feitas por outros autores.

Na verdade, é uma situação recorrente. Muitos criadores já passaram por situações semelhantes, inclusive eu. Afinal, quando se tem uma ideia para uma obra artística, seja ela um quadrinho, uma música ou um conto, é impossível checar se algo parecido já foi executado antes. E, claro, existem também os plagiadores de fato.

Nos dois casos que vi esta semana, não acredito que as semelhanças fossem intencionais. Mas a verdade é que, na cabeça dos leitores, a dúvida ficará para sempre.

Isso me lembrou de duas tirinhas publicadas por mim sobre o tema há algum tempo. Fiquem com elas e façam suas refexões. Até!

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quadrinhos Marginais – 40 anos de muitas glórias

De 21 de outubro de 2009 até 28 de fevereiro de 2010 ocorre a mostra comemorativa dos 40 anos dos quadrinhos marginais. O evento teve em sua inauguração, no dia 17/10, uma palestra significativa com a presença de João Gualberto Costa (Gual); do cartunista Marcatti; Will (Quarto mundo) - e Tiago Judas (Sociedade Radioativa), que na oportunidade descreveram como foi o desenvolvimento das obras underground no Brasil, traçando um paralelo com o resto do mundo e a sua influência e representatividade no Brasil.

Para Will, do Quarto Mundo, um coletivo de quadrinistas independentes, “seria ótimo se o autor ficasse só desenhando. Mas, atualmente, você tem que entender do processo de impressão e fazer a sua revista na unha. Ir atrás de patrocínio, gráfica e distribuição.” Ele explica que o Quarto Mundo é um coletivo de autores que se auto-produzem, primando para manter a diversidade de cada um preservada. “O independente não é só uma necessidade é mas do que isso, é um fundamento.”, afirma.

Marcatti completa que o Brasil pode não ter volume de publicação, mas tem diversidade de autores e uma produção de HQ extremamente criativa. “Se tomarmos as rédeas da produção, nos tornaremos vitrine”, diz o quadrinista.

“O bom da cena independente é que as pessoas não se copiam. Elas seguem a própria criatividade. E isso só tem a somar para a diversidade do quadrinho brasileiro”, conclui Will.

Na exposição, há diversas imagens, sendo algumas marcantes no mundo do quadrinho marginal, exibindo-se capas, páginas internas, heróis e anti-heróis, balões, vinhetas, traços famosos e presentes nas mais diversas revistas, como a Boca, Balão, Lodo, Capa, Meia de Seda, Papagaio, As Aventuras de Robert Crumb, Freak, Zap (Acervo da Gibiteca Henfil).

Os quadrinhos marginais começaram a ser publicados nos Estados Unidos no final dos anos 60, tendo a revista Zap Comix, como marco inicial, sendo esta obra publicada e editada por nada mais, nada menos, do que o grande e lendário Robert Crumb. (Aliás, Robert está com uma nova obra a respeito do antigo testamento, mais precisamente sobre o Éden. O material está, surpreendentemente, entre as mais vendidas revistas de HQs nos Estados Unidos, no mês de outubro de 2009.)

Nos anos 70, os quadrinhos marginais tiveram enorme destaque no Brasil, uma vez que na época, diante da ditadura militar que governava o País, eram as referidas revistas o principal crítico aos desmandos o qual eram expostos o público. Quem não se lembra de Henfil, com seus marcantes personagens, como o Fradin, que criticava, de forma corajosa os poderosos que governavam o País?!

Já nos anos 80 e 90, os quadrinhos marginais brasileiros se tornaram referência tanto pela sua criatividade, como pelo seu censo crítico, sendo cultuados, e, por que não copiados por outros ramos dos quadrinhos. Não é por demais dizer que todos os elogios são todos merecidos, portanto, vida longa à marginalidade.

Muitos foram os talentos revelados pelos quadrinhos marginais, artistas importantes, gente graúda como o Laerte, Mutarelli, Angeli, os irmãos Caruso, dentre muito outros. Sua importância para o desenvolvimento dos quadrinhos nacionais é essencial. Portanto, uma visita à mostra, para os apaixonados pelos quadrinhos, é sem dúvida missão obrigatória para o próximo fim de semana livre.


*P.S: Texto escrito por Carlos Alberto e Nathalya Buracoff em visita à Gibiteca Henfil no centro Cultural São Paulo.

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domingo, 22 de novembro de 2009

Do caos ao Killers

Aviso: este texto trata-se de um relato de fã e não uma cobertura jornalística.

O show

Em 2007, o The Killers veio ao Brasil para o TIM Festival. E eu perdi. Desde então, esperei muito pelo dia em que eles voltariam. Por isso, assim que confirmaram a turnê Day & Age em território brasileiro, comprei os ingressos para a Pista Premium e, desde então, foram 100 dias de espera. Sim, eu fiz contagem regressiva. No entanto, quando fiquei completamente ensopada e literalmente coberta de lama, eu tive medo de que meus R$350 não valessem a pena.

Mas, às 20h15 do dia 21 de novembro, segundos antes do The Killers começar a apresentação, eu lembrei porque estava lá, enfrentando o caos da lama e o frio da chuva: era minha banda favorita que iria subir naquele palco em instantes e tocar as músicas que pareciam ter sido feitas para mim. Dave Keuning, Mark Stoermer, Ronnie Vanucci e Brandon Flowers entraram. As primeiras notas de Human tomaram conta da Chácara do Jockey. Foi quando senti minha garganta fechar e meus olhos esquentarem. Toda a minha ansiedade se transformou em emoção e irrompeu em um choro que eu não esperava.

Ainda na primeira música, quem se recusava a colocar os pés na enorme poça de lama no centro da Pista Premium deixou para trás qualquer frescura. A poça, então, se tornou diversão. Antes de tocar This is your life, Brandon surpreendeu e disse em bom português "Nós somos o The Killers. Nessa noite molhada, nós somos de 'vocês'". Era o que faltava para incendiar de vez as 12 mil pessoas que estavam lá.

A lama

O show seguiu cheio de sucessos, como Somebody told me, For Reasons Unknown e Bones. E enquanto isso, eu não parava de gritar, pular e tentar me convencer de que eu realmente estava lá, curtindo o momento que eu tanto esperei. E não era apenas um show de hits. Era um show de luzes, de efeitos especiais, de imagens no telão sincronizadas com as músicas. Um show e tanto do frontman Brandon Flowers e seus companheiros. O show da minha vida.

A primeira parte da apresentação terminou com All These Things That I've Done, do já clássico trecho "I've got soul, but I'm not a soldier". Ao final da canção, a chuva de pedaços de papel picado criou um lindo efeito especial. A banda voltou para o bis ao som de Jenny Was a Friend of Mine e seu baixo poderosíssimo. Para encerrar, a já tradicional When You Were Young.

Os fogos

Na última música, enquanto Brandon cantava o trecho "he doesn't look a thing like Jesus", eu abri os braços, fechei os olhos, apontei para o céu nublado e só agradeci a quem quer que esteja lá em cima por estar vivendo aquela noite. Uma cascata de fogos de artifício completou o momento inesquecível. Foi a 1h30 mais incrível dos últimos tempos.



PS1: Fotos de Alexandre Kitamura, Gustavo Jreige e Fábio Camargo respectivamente.
PS2: Quem quiser ler a cobertura jornalística do show, clica aqui
PS3: Espero que quem achar um exagero meu relato sincero tenha, um dia, a oportunidade de presenciar um momento tão único e especial. Como esse foi pra mim ;)


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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Aquecimento mortal

Amanhã é o famoso dia em que aquela tal banda The Killers fará sua segunda apresentação no Brasil. E quem são esses carinhas de Las Vegas? O que significa ter dois shows em três anos de Brandon Flowers, Mark Stoermer, Dave Keuning e Ronnie Vannucci [não confundir com Fernando Vanucci]?

O quarteto vem à terrinha amada tocar o aclamado álbum Day & Age, lançado no ano passado, e para relembrar os sucessos fodásticos de Hot Fuss [2004] e de Sam's Town [2006]. A primeira vez deles por aqui foi no Tim Festival de 2007, e eu estava lá. Então posso dizer de boca cheia que você leitor, fã ou não da banda, não pode deixar de ir amanhã às oito da noite no sítio do Joca na Chácara do Jockey. Serão 200 [pista] ou 350 reais [vip] muito bem investidos para sijogar noite afora.

Então, para ir aquecendo os ouvidos e deixando todos mais ansiosos [né, Nádia?] enquanto não chega o grande momento, vos deixo aqui com alguns vídeos que eu fiz na apresentação deles no TIM Festival de 2007, aqui em Sampa.

When You Were Young [rumores de que será a última música do show]


Read My Mind


Somebody Told Me


Adendo
Para assistir outros vídeos, clique nos links abaixo:

- Sam's Town

- Smile Like You Meant It

- Jenny Was a Friend of Mine

- Mr. Brightside

- Bones

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Entrevista exclusiva com Sophie Madeleine

A cantora inglesa Sophie Madeleine se descreve como uma "senhorita velha", que adora curtir um bom chá e um delicioso pedaço de bolo - afinal, ela é britânica. No entanto, basta ver um vídeo de Sophie para descobrir que ela é também uma garota doce, tímida e muito talentosa. "Eu prefiro observar e contemplar do que ser o centro das atenções". Mas é praticamente impossível não se tornar o alvo dos olhos e ouvidos atentos dos viciados em música quando um ukulele - espécie de cavaquinho havaiano - e uma voz doce, porém marcante, são seus instrumentos de trabalho.

E é por essas e outras razões que Sophie é sucesso no MySpace e Youtube: com doses de criatividade e originalidade, a cantora de 26 anos - que há dois aprendeu a arte de tocar o ukulele - descobriu como viver daquilo que mais gosta. "Música é a única coisa que eu quero fazer da vida. Eu não quero ser uma estrela. Quero uma carreira com longevidade, o que significa escrever canções para as outras pessoas e para mim também", revelou. Confira a entrevista exclusiva que Sophie Madeleine concedeu ao ComTatos.

Como você aprendeu a tocar o ukulele?
Eu aprendi a tocar sozinha escutando músicas que gosto. A primeira música que aprendi foi Something, do George Harrison. Eu acho que ela foi composta com um ukulele, então não foi tão difícil de aprender. Eu já tocava violão, então não foi complicado para aprender a tocar o ukulele. Eu pensei "São apenas 4 cordas. Quão difícil isso pode ser?".

Eu li que você ganhou o ukulele do seu namorado. Vocês ainda estão juntos?
É verdade - meu primeiro ukulele foi meu namorado da época que me deu. Mas nós não estamos mais juntos - ele quebrou meu coração. Eu comprei mais dois desde que ele me deu o primeiro. E não toco mais o que ele comprou para mim.

Antes de ganhar o ukulele, você já conhecia o instrumento? Tinha curiosidade para tocar?
Eu nunca tinha tocado um ukulele antes de ter um. Mas, eu já estava querendo aprender a tocar um novo instrumento - eu toco piano e violão também e já estava cansada deles porque tudo que eu compunha parecia soar igual. Eu sempre achei que o ukulele tinha um som suave, então, acho que já tinha a curiosidade.

O que você gosta de ouvir?
Tem muitas músicas que gosto de ouvir. Mas é justo dizer que eu gosto mais das coisas que não são da minha época - eu não escuto muito música contemporânea e é raro eu escutar rádio. Eu gosto de músicas mais velhas, dos grandes compositores do passado. Ella Fitzgerald é minha cantora favorita. Também amo qualquer coisa dos anos 1960 - Beatles, Francoise Hardy, Burt Bacharach, Rolling Stones, The Kinks, Bob Dylan, Joni Mitchel... tem muito mais, eu poderia listar músicas o dia todo...

Um amigo meu me mostrou Heart you online no youtube. Foi como conheci seu trabalho. Qual foi sua primeira música na internet?
Meu primeiro vídeo foi Beardsong/Ode to Beard, que escrevi com a Hannah e logo gravamos I heart you online. Mas eu já tinha outras canções minhas no MySpace.

Como você descreveria sua música?
Eu acho que minhas músicas representam minhas personalidade. Quando você as escuta, você está realmente me escutando, como pessoa. Eu posso até não sentir mais o que a música diz - algumas delas eu escrevi há muito tempo e eu não me sinto mais do jeito que elas descrevem. E algumas das minhas músicas não são baseadas em fatos reais, mas sim na possibilidade desses fatos acontecerem. Algumas são melancólicas, outras são doces. Mas o jeito que componho é uma representação verdadeira do jeito que eu penso.

Qual a diferença entre as suas canções e as canções que você toca com a Hannah?
As canções que eu canto com a Hannah são apenas por diversão. Nós não nos vemos muito, mas quando nos encontramos, nos divertimos o tempo todo e agimos como idiotas. É quando criamos as canções e não nos preocupamos se elas parecem estúpidas. Elas apenas vão saindo e são sempre sobre assuntos que nós duas nos importamos. Quando escrevo as minhas músicas, eu gosto de levar o tempo que for preciso e escrever algo que realmente signifique muito para mim pessoalmente e que outras pessoas possam se identificar.

Muitas pessoas conhecem suas músicas e realmente gostam. Quando você começou a colocar vídeos no youtube e no myspace, você já estava esperando o sucesso ou foi uma surpresa?
Foi uma surpresa completa. Eu não esperava que tantas pessoas se interessariam pela minha música. É maravilhoso como a internet me possibilitou fazer tantos novos amigos e fãs.

Por que você decidiu colocar suas músicas na internet?
Eu coloquei primeiro Beardsong/Ode to Beard no Facebook para animar a Hannah. Ela estava se sentindo um pouco desanimada, então pensei em gravar a música que escrevemos juntas e mandar para ela. Antes disso, colocava minhas músicas no MySpace como uma autopromoção, para que as pessoas pudessem ouvir o que eu faço. Mas não tinha muitos ouvintes porque ninguém me conhecia até então.

Como e quando você percebeu que tinha esse talento para música?

Minha mãe me fez aprender a tocar piano quando eu era criança, e depois eu aprendi a tocar violão. Mas eu não era muito boa em nenhum dos dois. Quando eu era adolescente, tinha alguns problemas, então eu escrevia músicas para tentar expressar minhas emoções. Era muito difícil lidar com elas. Mas, ninguém nunca ouviu minhas primeiras composições - o que é bom, porque eram terríveis. Depois eu decidi que queria estudar música porque era a única coisa que me importava. Na escola, meus tutores me encorajaram e começaram a elogiar o meu trabalho. Eu acho que eles foram os primeiros a ouvir minhas músicas.

O que você faz no seu tempo livre, além de escrever e cantar?

Eu não gosto de levar a vida tão a sério, então adoro dar risada. É o que mais gosto de fazer. Especialmente com amigos - rir sozinho é meio estranho. Eu também adoro comprar muitos cardigans, tenho muitos. E amo comida - às vezes, até demais - no momento, estou obcecada por tortas.

Escute Sophie Madeleine aqui. Vale muito a pena.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Praga de mãe pega!

Historicamente, o homem cresce aprendendo com seus erros. Sua mãe diz para não por a mão no vidro do forno pois está muito quente e você vai queimar a mão. Isso soa como um desafio. O dedinho vai mansinho chegando perto até que vem o choro e o berro da experiência diz: eu não te disse!!!

Agora imagine que uma empresa é filha da opinião pública. Cada reclamação, cada indignação pela falta de profissionalismo deveria parecer como um puxão de orelha, e em alguns casos umas boas palmadas, mas é difícil encontrar aqueles que escutam suas mães. Conforme crescemos vamos amadurecendo e passamos a ser mais prudentes.

Voltando o olhar para o mundo corporativo, apesar de respeitar, a maioria das instituições não sabem lidar com os seus consumidores e batem cabeça durante um problema, simplesmente, por nunca ter pensado que a viveria. Ignorar alguns sinais de uma crise é dar um tiro no pé, e esse tiro pode custar muito tempo de tratamento.

Nesta última sexta-feira presenciei algo que me deixou bastante contente, o primeiro passo para a fase adulta da TELEFONICA. Isso mesmo, a empresa de telefonia espanhola. Fui convidado para participar de um evento que reuniu alguns blogueiros, entre eles Edney Souza, Luiz Yassuda, Alexandre Fugita, Thiago Mobilon. Todos reunidos para ouvir Fabio Bruggioni, Diretor da área residencial. O intuito deste bate-papo era deixar o coitado do Fábio nervoso, digo, era deixar que nós expuséssemos nossos pontos de vista, nossas questões a respeito dos serviços prestrados pela empresa. E ao mesmo tempo, a intituição poderia dimencionar o quanto esses consumidores potenciais qualificam a reputação de sua marca.

O que me deixou bastante contente, como disse anteriormente, é o fato da TELEFONICA dar a cara a tapa. Bruggioni, mostrou algumas soluções mas mostrou principalmente preocupação com o nome da instituição, preocupação com seu cliente. Isso é um avanço se pensarmos que o maior ponto negativo dessas empresas é justamente o atendimento aos seus clientes.

Dito isso, posso falar de alguns pontos que acho relevantes levantados na conversa.

O primeiro deles é o fato do Speedy neste momento voltar a ser uma boa opção de banda larga. Bruggioni fez questão de nos mostrar os fluxogramas do Speedy, agora corrigido e estável. Ele quis mostrar que a equipe estava inteiramente comprometida na recuperação após a crise da banda larga.

Em segundo lugar reconhecer algumas falhas. Em 2002 solicitei a instalação do Speedy em minha casa, e o que me deixou incomodado e de mãos atadas foi o fato da empresa demorar quase 1 mês para realizar a instalação. O que fora prometido não fora cumprido, além disso, eu fui cobrado na ocasião, por um serviço que não estava utilizando. O que ocasionou o meu aborrecimento e no primeiro momento em que pude realizar a troca por um concorrente, o fiz, sem pestanejar. A solução para isso foi só iniciar a cobrança após a primeira autenticação do serviço e um novo procedimento para instação.

Agora, o ponto mais relevante, na minha humilde opinião, foi a empresa passar a enxergar o seu cliente. Isso é fundamental para o sucesso. Não é só enxergar que 30% a 40% dos consumidores de Speedy são da classe C, é fazer com que o atendimento a esses cliente seja bem realizado. Não é só desenvolver novos produtos, como o Orby, mas fazer com que eles sejam realmente uma boa opção e que agreguem valor ao nome da empresa.


Orby é um Smartphone residencial. Com ele é possível, por exemplo, 
mandar SMS, ver emails ou pedir comida online, além, é claro, de fazer ligações. 
Lançamento previsto para Dezembro deste ano.

Ouvir o que seu público tem a dizer é ser menos arrogante, e demonstra amadurecimento por parte de uma empresa. Ouvir nossa opinião sobre a campanha publicitária, sobre posicionamentos da marca é, antes de tudo, poder corrigir um ato falho e prevenir crises posteriores. Casos como o da OI, são ótimos exemplos de como deixar seu público alvo nortear os rumos da empresa. Ela notou que as principais queixas nas operadora eram portabilidade e as cobranças de multas por cancelamento e se aproveitou disso para fazer uma campanha massiva dizendo que a OI não faz isso. Genial, não é? Bastou abrir seus ouvidos.

Por essas e outras é que brigar com sua mãe geralmente acaba mal, pois por mais que você a menospreze e a ache antiquada, ela ainda sabe mais que você.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dicas para o Fim de Semana

Nada de ficar em casa nesta sexta-feira 13! O ComTatos reuniu com seus seguidores no Twitter diversas dicas para animar o seu fim de semana. São opções de shows, peças de teatro, exposições e passeios para todos os gostos.
Quer mandar a sua dica cultural? Siga-nos no Twitter (@comtatos) e prepare-se para mandar sua sugestão toda sexta-feira.

Bom fim de semana e boa diversão!

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os Levados da Breca

Gente, é um grande prazer estrear minha coluna no ComTatos. Pretendo trazer a vocês, semanalmente, algumas das tiras que produzo e publico no site Os Levados da Breca.

Chego aqui por convite do caríssimo Ronaldo Junior, que tive o prazer de conhecer via Twitter. Por esse motivo, inauguro a coluna com os quadrinhos que produzi sobre essa nova e interessante ferramenta de comunicação que está se tornando cada vez mais popular - mas que ainda não é compreendida por muita gente.

Até a próxima semana!

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Arquitetura da Fotografia - Relatos de um fã de Cristiano Mascaro

Cristiano Mascaro são os olhos de São Paulo, assim como o Parque do Ibirapuera é o nariz e a Sala São Paulo é a boca. Nenhum trabalho fotográfico sobre a maior metrópole do país é mais importante que a desse artista da luz.

Nascido em Catanduva, interior de São Paulo, aos 22 dias de outubro de 1944. Mascaro se formou em Arquitetura pela FAU/USP em 1968, em 1986 se torna Mestre em estruturas ambientais urbanas pela FAU/USP com a dissertação O Uso da Fotografia na Interpretação do Espaço Urbano e em 1994 consegue o título de Doutor também pela FAU/USP com a tese A Fotografia e a Arquitetura. Mas foi durante a faculdade, em uma escapada de uma de suas aulas, que ele se encantou com o que seria sua profissão. Ao procurar alguns livros na biblioteca, se deparou com um todo especial, nele estava a obra de um dos maiores gênios da fotografia: Henri Cartier-Bresson, o francês que desenvolveu uma maneira própria de fotografar e que depois a apelidou de momento decisivo. Ainda fora inspirado por nomes como Robert Frank, aquele nobre homem que produziu The Americans há 50 anos, além de mencionar sempre outro mestre: Irvin Penn.

Com todo esse referencial, Ricardo Ohtake, no documentário Mascarianas que fala do trabalho de Cristiano, traduz bem e reforça o lado estético e o trabalho de luz e sombra, muito presente na obra do fotógrafo. A arquitetura está, de fato, muito presente em seu olhar, mas ele também revela um lado humano presente em todas as cidades. 

No bate-papo que tivemos com ele no Sesc Pinheiros na sexta-feira passada (06/11), com mais 20 sortudos presentes , ele fala: "não existem cidades, existem pessoas", e é nessa frase que conseguimos ver sua preocupação humanística, que por mais que sejamos cercados de belíssimos arranha-céus nada faria sentido sem alguém para habitá-los.

É pena que tantos paulistas e paulistanos desconheçam seu nome e principalmente seu trabalho. Eu, quando comecei a me interessar pela caixa mágica (não, não é a TV), me deparei e me encantei com um livro deste senhor bem-humorado e simpático. O livro era São Paulo (Editora Senac, 2000, 199p). As composições eram meticulosas e pareciam desenhadas de tão bem dispostas. Na conversa com ele, ficou claro que ele é dotado de uma grande paciência para realizar seus projetos e que é perfeccionista, mas grandes gênios tem que ter essa vontade de sempre fazer o melhor e ele consegue ser simples e totalmente abrangente em uma imagem, algo que admiro.

Neste momento, ele vive uma nova fase de sua vida, descobrindo a fotografia digital. Sim. Faz apenas dois anos que Cristiano deixou de usar suas câmeras de filme, e ele diz com muita graça: "ainda não aprendi a mexer, algumas vezes eu aperto o botão do menu com o nariz". E nesse novo instante suas preocupações mudaram, o que antes era feito numa sala escura, hoje é feito diante de um computador, em relação a segurança ele disse: "Tenho que colocar minhas novas câmeras no seguro, pois essas são visadas.(..) com as antigas nunca tive problema, acho que os ladrões sentiam preguiça de ter que levar tripé, câmera(...)".



Depois dessa noite memorável e de tanto falar sobre minha mais nova paixão profissional, pude chegar para um dos meus grandes ídolos, apertar sua mão e dizer: "Parabéns pelo seu trabalho". Ele bateu no meu ombro, agradeceu e eu fui embora, pelas ruas de São Paulo retratadas por ele e que me inspiram.

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Trecho do documentário de Alexandre Leal que apresenta o fotógrafo, arquiteto e professor Cristiano Mascaro Faz parte da série de DVDs Encontros do Itaú Cultural sobre artistas e outras personalidades da história do Brasil.

Disponível para empréstimo gratuito na midiateca da sede do Itaú Cultural em São Paulo ou em bibliotecas e instituições parceiras do Instituto. Mais informações: (11)2168-1777

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Dicas para o Fim de Semana

Você não vai ficar derretendo em casa, né? Bom, já que você quer aproveitar o fim de semana, as dicas dos twitteres estão prá lá de refrescantes, com dicas de passeios e peças de teatro a preços populares. Confira e divirta-se!

Lembrando que, clicando na imagem você será direcionado para a página de quem deu a dica e logo abaixo terá um link com mais informações sobre a dica.





Saiba Mais1                   Saiba Mais 2









Saiba Mais1           Saiba Mais2






















Se você quer dar a sua dica na semana que vem é só seguir o @comtatos e mandar a sua toda sexta-feira!

Agradecemos a todos que colaboraram!

Ótimo fim de semana!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Superficialidade Técnica

O que é beleza para você? A subjetividade desta resposta está embrenhada na formação de cada um e faz com que a diversidade seja o fator mais importante dentro da sociedade atual. Mas como fuciona isso? Por que somos tão diferentes? No desenvolvimento de uma personalidade a sua cabeça funciona como um baú, onde coloca-se apenas o que VOCÊ acha interessante e valioso, e faz com que não existam dois baús iguais, pois não existem duas pessoas que tenham vivido as mesmas coisas com a mesma intensidade e raciocínio, em nenhuma parte do universo, por isso falar sobre o conceito de beleza torna-se algo impraticável.  E discutir a ferro e fogo o que me satisfaz estéticamente leva diretamente a essa frase: "o segredo do sucesso eu não sei, mas o do fracasso é tentar agradar a todos".

Usando a fotografia como parâmetro, li o ótimo texto do Ivan de Almeida, em seu blog Fotografia em Palavras, ele fala sobre o conceito da fotografia bela ou tecnicamente correta, e concordo inteiramente com a concepção da qual ele faz referência: onde simplesmente responder a questão de que a imagem é bonita não quer dizer efetivamente que ela seja ou não bela, ou mais além, não quer dizer que ela tenha algo em sua essência que seja importante.

O que deve fica claro, pelo menos para mim, no texto do nobre Ivan e nessa discussão, é que falta identidade para cada imagem produzida. Como quando me trouxeram uma revista Clix e no mesmo momento em que bati o olho, identifiquei e disse: foi o Clício Barroso que fez a capa. É esse tipo de assinatura que vejo em alguns profissionais e que falta na maioria, ou é muito complicado de reconhecer quando o retrato era de Arnold Newman? Ou quando a fotografia é de Cartier Bresson?

A discussão de beleza deve ser absolutamente colocada de lado, isso na verdade pouco importa, afinal nem sempre concordaremos sobre algo tão singular e nem vai adiantar tentar provar para mim que o seu bonito deve ser o meu bonito.

Usando ainda a fotografia como referência, entre milhares de imagens que somos submetidos todos os dias, poucas têm o formato despadronizado (exemplos de padrão na fotografia: regra do terço, padrões de iluminação, padrões de configuração de câmera e até mesmo padrões de utilização de softwares para edição de imagem, que tornam todas as fotos com o mesmo formato básico). Dentre as despadronizadas temos as que foram feitas sem o mínimo de conhecimento técnico e temos aquela que tiveram um porquê na sua elaboração e consequentemente em sua feitura.

Lendo Luz, Câmera e Ação de Edgar Moura, fica claro o motivo do problema "padrão". Lá ele menciona: "Você quer saber onde, como e quando (iluminar), e eu acho que, para se chegar lá, é preciso passar por Deus, pela lua e pelos homens. O único jeito de saber como é saber porquê...", trocando em miúdos: os novos alunos e estudiosos visam a técnica e pouco intelecto. O Twitter é um grande reflexo disso, bastam 140 caracteres para chegarmos a uma conclusão, ou passar uma idéia. Isso não quer dizer que o microblog seja uma péssima idéia, mas pode te limitar e principalmente te condicionar a uma vida de coisas breves e superficiais.

Estes dias li que não estamos mais na era da criatividade, estamos na era da relevância. Isso coloca TUDO no balde do politicamente correto e do tecnicamente perfeito. Aí você se pergunta, e daí? E eu te respondo: formando milhares ou milhões de técnicos temos apenas alguém para realizar uma determinada função, o que tem muita relevância, afinal de contas as funções têm que ser executadas. Agora vamos expandir. Seja você um fotógrafo, pintor, artista plástico, médico, engenheiro, culinarista ou qualquer que seja a profissão, se você quer realizar algo com suas características, com sua identidade, se você quer que algo feito por você seja realmente importante é necessário que se tenha, no mínimo, referências. Veja, não se trata de copiar, mas de absorver e entender como chegar até a um determinado resultado. Sabendo isso, conciliado a uma boa preparação técnica, teremos algo diferenciado.

O problema dessa história toda, e que gerou este post, é exatamente o quão superficial tem se tornado a educação e como estamos ficando condicionados a entender superficialmente de tudo. Outro dia, vi o Ed Motta falando sobre como ele é apaixonado por vinhos, por discos, por queijos... e como ele entende profundamente sobre cada assunto e ele disse: "hoje em dia parece que as pessoas vieram ao mundo a passeio".

Ele tem razão. Hoje, formam-se pessoas que durante toda uma vida serão meros apertadores de botão, e que passarão pela vida sem saber o motivo do botão estar ali.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

This is it


Líder de bilheteria nos Estados Unidos, This is it, o documentário que mostra os últimos ensaios de Michael Jackson, não esclarece nenhum dos muitos mistérios que já surgiram sobre a polêmica vida do cantor. Mas explica, de uma vez por todas, porque MJ é chamado de Rei do Pop. É praticamente impossível não ficar boquiaberto durante os 112 minutos em que Michael é apenas Michael: perfeccionista, profissional e, ao mesmo tempo, humilde e genial.

Em This is it, MJ não traz nenhuma coreografia inédita. Mas continua impressionando com seus movimentos característicos e ainda executados com perfeição. A voz impecável não desliza em uma nota sequer. No entanto, a todo momento, o cantor faz questão de deixar claro que aquilo é apenas um ensaio e que ele não está usando todo seu potencial. O que nos deixa ainda com mais saudades do show que não vimos e jamais veremos.

Se MJ aguentaria firme realizar as 50 apresentações de This is it, ninguém seria capaz de saber - talvez nem ele mesmo. Mas se faltou tempo para que ele mostrasse ao público o que seria sua despedida, os dançarinos, escolhidos a dedo pelo cantor, representaram seus milhares de fãs durante os ensaios de músicas calmas, como I Just Can't Stop Loving You, I'll Be There e Human Nature. Na pista, que provavelmente estaria lotada em todos os 50 shows da turnê, eles viram o Rei do Pop cantar e dançar e vibraram como se fossem um dos tantos fãs que assistiriam àquelas cenas ao vivo e a cores.

Quase todas as músicas que fariam parte do setlist dos show contavam com efeitos especiais: desde curtas-metragens até elevadores. Mas nem tudo era só passos de dança, músicas e momentos de descontração. Por várias vezes, MJ era muito mais do que apenas a estrela do espetáculo e se mostrava totalmente envolvido com o projeto. O cantor cuidava, literalmente, de cada nota de suas músicas, de cada movimento de seus dançarinos e de cada detalhe da apresentação.

This is it é um caça-níquel? Pode ser. Mas fato é que o documentário não deixa dúvidas de que a turnê seria um espetáculo e tanto, digno de ser chamado de "O adeus do Rei do Pop". Uma demonstração daquilo que ele fazia com mais amor, dedicação e prazer. Um verdadeiro presente de Michael para seus fãs.

E para quem, assim como eu, não se conformava que o MJ dos dias de hoje foi o menino encantador do Jackson 5 e o jovem cheio de energia de Thriller, This is it serve para nos convencer que, apesar de tudo, Michael Jackson jamais deixou de ser Michael Jackson. O eterno Rei do Pop.

PS1: Acho importante registrar que eu não sou fã louca do Michael Jackson.
PS2: Também acho importante dizer que ainda dá tempo de assistir This is it e que vai valer a pena.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Followers for Nothing and Chicks for Free

É fato que quando junta-se muito, mas muito brasileiro, sempre acontece o efeito muvuca! No Twitter não ia ser diferente. Segundo o IBOPE, em Maio deste ano 3,7 milhões de pessoas utilizaram o serviço de microblogs. Bastante gente, não é? Quem usa o site sabe que em alguns bons casos é possível ter contato com pessoas de fama, ou pseudo-fama, e isso gera um verdadeiro fuzuê (eu sei, esse termo é velho demais). A possibilidade de ganhar notoriedade por causa do número de seguidores é levada a sério, e muita gente disputa follow a follow como numa corrida de cavalos.



Mas isso não é de agora, quando o Orkut virou moda, a idéia era ter a maior quantidade de amigos possíveis. E a frase que ganhou o Brasil foi: "Me add!". Pra quem não sabe (e isso vale pra muito imbecil que falava essa frase e não tinha idéia do que significava) Add é um verbo do Inglês, que significa Adicionar.

Quando uma rede social passa do mundo virtual para o mundo real é porque o efeito muvuca está próximo. Enquanto as pessoas não reparam que o mesmo acesso que elas têm, você também tem, esse tipo de situação não acontece:

Vamos lá, imagine, um homem e uma mulher numa balada, ou num bar. Eles não se conhecem. Ele pede um chopp (não é Chopp Sol #piadadotwitter), ela pede um Sex on The Beach. Trocam olhares. Ele resolve investir e puxa assunto. Depois de muito papo furado ele faz a maldita pergunta: Você-tem-Orkut? PRONTO! Ela diz que sim. Ele sai correndo do bar e quando chega em casa a primeira coisa que faz, antes mesmo de trancar a porta, é "Add" a pretendente.

Esse é o primeiro passo para o efeito muvuca. Explico. Este fenômeno acontece quando um serviço, que tem a intenção de comunicação e aproximação de pessoas, deixa essa função para se tornar Status. E se esse Status se torna relevante para um determinado grupo de pessoas = BUMMMM! Efeito Muvuca!

Hoje as pessoas estão se digladeando por seguidores. Imagino como as pessoas fariam para ir na feira colocando esse Status como moeda.

- Oi, me vê uma dúzia de batatas.
- Prontinho, dona!
- Quanto é?
- 12 followers e 2 Britneys Fuckeds




Pensando nisso resolvi fazer uma imersão, levei minha pesquisa a fundo. Pensei em um método, que de alguma forma é o mais absurdo para chegar a um número x de seguidores e criei um fake! O Senor, digo, Senhor Silvio Santos (@silvio__santos) ganhou mais um fake que teve vida curta, apenas 3 horas e 50 minutos e que alcançou seu objetivo, chegar aos 300 followers. Podia ter chegado mais rápido se tivesse me empenhado, mas resolvi deixar o barco correr. A verdade é que TODOS sabiam que se tratava de algo falso, e que eu não era na verdade o verdadeiro Homem do Baú, mas mesmo assim, me ter por perto seria algo interessante, pois se um dia eu ficasse famoso, ou pseudo-famoso, eu poderia levar comigo as pessoas que me seguissem.




Mas vamos a metodologia. Para conquistar followers foi muito simples, procurei um grupo de pessoas desesperadas. Esse grupo segue um conceito semelhante aos de pirâmides de dinheiro, onde todos dão uma parcela pra um receber o todo. Neste caso não há dinheiro, e sim, seguidores, estes seguidores propõe que se você seguir uma lista com N pessoas, todas elas vão te seguir de volta. E isso acontece numa grande maioria e polui completamente a sua existência dentro do Twitter. A grande questão de tudo isso é: PRA QUE? (mas é um PRA QUE? aos gritos como os de Leandro Hassum).

E a resposta está no Efeito Muvuca. Status. Nada mais que Status.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Esperando Holmes


Em breve, mais precisamente no final do ano, seremos agraciados com mais uma adaptação para os cinemas do mais famoso detetive que a literatura jamais produziu. Sim, é dele mesmo que estou falando, para quem não sabe o lendário Sherlock Holmes será novamente o personagem principal de mais uma aventura levadas as telas pelo ex-marido da Madona, o senhor Guy Ritchie, em que tentará focar no perfil mais arrojado do personagem, explorando suas características mais agressivas como sua habilidade com a esgrima e o gosto por boxe. Tais temas jamais foram o foco de suas aventuras anteriores, que se concentravam mais no seu conhecidíssimo uso da cocaína ou suas poucas habilidades com o sexo oposto.

Esta nova adaptação é baseada em uma história em quadrinhos ainda inédita de Lionel Wingram, e, além de ser dirigida por um diretor muito promissor, terá atores consagrados nos papéis principais, tais como Robert Downey Junior (Sherlock Holmes) e Jude Law (Watson), com a expectativa de grande sucesso uma vez que já se cogita uma continuação aonde o seu grande inimigo, Moriaty, será interpretado por nada mais, nada menos do que o ator mais badalado do momento, ele mesmo, Brad Pitty.

Todo este frison é muito merecido, pois trata-se de um personagem praticamente mitológico, que se encontra em um grupo seleto de outros personagens literários que transcenderam ao teatro, cinema, quadrinhos e televisão com um enorme sucesso mundialmente. Nesse grupo pode-se destacar, Os Três Mosqueteiros de Dumas, Drácula de Bran Stroker, O Concurda de Notre Dame de Vitor Hugo, Tarzan de Edgar Rice Burroughs, A Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne, e, porque não, Frankstein de Mary Sherley. Obras estas que, salvo uma ou outra adaptação, permeiam o mundo pop com enorme sucesso.

Nunca é demais lembrar, principalmente para os novatos de internet, que Sherlock Holmes é um personagem literário criado por sir Arthur Conan Doyle em 1887, na obra Um Estudo em Vermelho, mas o seu livro mais célebre, para muitos críticos, é o Cão de Baskervilles de 1902, que já teve inúmeras adaptações tanto para o teatro quanto para o cinema e televisão.

Holmes influenciou uma série de outros personagens, como o Hercule Poirot de Agatha Cristhie, Gregory House, da série House M.D., e até mesmo o Batman, e, por outro lado, muitos acham que o personagem derivou-se de outro criado pelo, maior escritor de todos os tempos, ou seja, será que sir Arthur não deu uma olhadinha na obra O Crime da Rua Morgue, de Edgar Alan Poe? Os personagens são muito parecidos, mas vamos deixar essa discussão para outra ocasião.

Também são diversas suas adaptações para o cinema, como o Cão de Baskervilles (1959), dirigida por Terence Fischer, com Peter Cushing como Sherlock Holmes e André Morell como Watson e sir Henry, o herdeiro dos Baskervilles, interpretado por Christopher Lee; Sherlock Holmes em Nova York (1976), com Roger Moore (Sherlock Holmes) e o lendário Jonh Huston (como o arqui-inimigo professor Moriarty); Assassinato por Decreto (1979) aonde Holmes enfrenta o próprio Jack, o Estripador, com Crhisthopher Plummer (Sherlock Holmes) e James Mason (Dr. Watson); O Enigma da Pirâmide(1985), aonde até Steven Spielberg dá sua contribuição ao personagem, entre muitos outros. Não vou falar do Xango de Barker Street, obra de Jô Soares também adaptada ao cinema que, apesar de engraçada, acaba com o personagem.

Várias são as curiosidades que envolvem o personagem, e difundias por seus fãs, como seu domínio na esgrima, seu gosto pelo boxe, sua lendária mania de tocar violino, seu cachimbo, e suas frase, tais como a famosíssima, “Elementar, meu caro Watson”, que foi muito difundida em suas adaptações televisivas e teatrais, mas que aparece em sua obra apenas uma vez, justamente em sua primeira aparição, em Um Estudo em Vermelho, mas isso já deu muito pano para a manga, demonstrando a enorme popularidade do personagem e justifica o porque de não ter sumido no limbo cultural do final do século XX e início do século XXI, muito pelo contrário, é uma bem vida ressurreição, esperando-se que seja vindoura.



Se realmente existisse, Holmes, muito provavelmente diria: “Elementar, meu caro Carlos, o que é feito com competência se torna imortal, jamais se acaba”.

Portanto, corra ao cinema a partir de 24 de dezembro, nas melhores telas, elementar não?

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